Tudo sobre: Cisticercose

Introdução

Cisticercose é a doença causadas pela presença de larvas de parasitos da família Taeniidae nos tecidos de diversas espécies de animais, inclusive no homem. Essas larvas são parte do ciclo de vida de parasitos classificados como taenídeos que são vermes de corpo achatado e são adquiridas quando se ingere água e alimentos contaminados com ovos embrionados desses vermes, que podem permanecer viáveis por até 12 meses no ambiente. No hospedeiro intermediário esses ovos eclodem e as larvas atravessam a parede intestinal, atingem a circulação sanguínea e migram para os tecidos formando cistos (cisticercos). Dentro de cada cisto é encontrada apenas uma larva. 

Há muitas espécies de taenídeos, porém algumas são de maior importância para saúde pública por terem caráter zoonótico. Cysticercus bovis e Cysticercus cellulosae são larvas da Taenia saginata e Taenia solium que possuem como hospedeiro intermediário bovinos e suínos, respectivamente. Cães e gatos, porém, podem ser parasitados ocasionalmente e esses cistos causarem doença com curso clínico variando de acordo com o local onde são encontrados. 

Animais de qualquer idade, sexo ou raça podem adquirir a doença após a ingestão de alimentos contaminados. Os cisticercos podem ficar inertes em alguns tecidos sem causar nenhum sinal clínico, porém em alguns casos podem causar reações inflamatórias. Quando os cistos acometem o sistema nervoso o animal pode apresentar crises convulsivas graves. É importante ressaltar que saneamento básico, bem como medidas simples de higiene, como lavar as mãos, são importantes para o controle de doença parasitárias.

Transmissão

- Água contaminada 

- Alimentos contaminados

Manifestações clínicas

Assintomático

Sinais inespecíficos (isolados ou em conjunto) que variam de acordo com o órgão acometido:

- Apatia

- Crises epiléticas

- Miosites

- Inflamações locais 

- Anorexia

- Êmese

- Coma

Diagnóstico

Associação de sinais clínicos, epidemiologia e exames laboratoriais.

Exames que o(a) médico(a) veterinário(a) pode solicitar:

-Histopatológico

-Sorologia

-Radiografia 

-Ultrassonografia abdominal

Observação: A realização e a definição de necessidade de exames complementares são decisões do(a) Médico(a) Veterinário(a). 

Tratamento

O diagnóstico de cisticercose é bem difícil e geralmente é realizado post- mortem (após a morte do paciente). O tratamento para cisticercose é inefetivo e o prognóstico em caso de infecção em sistema nervoso é desfavorável.

As larvas têm a capacidade de sobreviver aos cestodicidas utilizados habitualmente, mesmo com a administração de altas doses. Quando os cisticercos estão em região abdominal, pode-se realizar injeções intraperitoneais de mebendazol ou febendazole, ou em doses orais por várias semanas, porém sem relatos de muito sucesso no tratamento.

Prevenção

O saneamento básico é a melhor maneira de prevenir doenças causadas por Taenideos. Lavar bem as mão com água e sabão após ir ao banheiro, beber água de procedência conhecida e comer alimentos lavados com água limpa e cozidos adequadamente. É importante ressaltar que o homem é o hospedeiro final de Taenideos e o parasita adulto (solitária) se desenvolve quando o homem se alimenta de carnes mal passadas que abriguem os cistos, já a cisticercose se adquire quando os ovos embrionados são ingeridos com água e alimentos contaminados.

Oferecer água e alimento de qualidade aos pets é sempre importante, além de visitas regulares ao(à) médico(a) veterinário(a).

Referências Bibliográficas

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JONES, T.C.; HUNT, R.D.; KING, N.W. pATOLOGIA vETERINÁRIA. Ed, Manoele, 6. Ed, p. 661-665, São Paulo, 2000.

MARGONO, S.S. et al. Taeniasis/cysticercosis in Papua (Irian Jaya), Indonesia. Parasitology International. v. 55, p., S143 – S148, 2006.

WUNSCHMANN, A. et al. Hoberg. Cerebral cysticercosis by Taenia crassiceps in a domestic cat. J Vet Diagn Invest v. 15, p. 484–488, 2003.

MORAILLON, R.; LEGEAY, Y.; BOUSSARIE, D.; SÉNÉCAT, O. Manual Elsevier de Veterinária. Diagnóstico e tratamento de cães, gatos e animais exóticos. 7 ed. Editora Elsevier Masson, p. 329, Rio de Janeiro, 2013.

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