Tudo sobre: Colite

Introdução

A colite ou inflamação do cólon nos pequenos animais possui inúmeras causas, entre elas temos as alimentares, parasitárias, inflamatórias e neoplásicas. É caracterizada pela inflamação do intestino grosso. Os animais acometidos possuem alterações na frequência e aspecto das fezes e, geralmente, em casos mais crônicos apresentam perda de peso significativa. A severidade da doença está ligada à dieta, ao estado imunológico e à causa primária. 

Pode acometer cães (mais comum) e gatos de qualquer idade e de ambos os sexos.

Transmissão

- Fecal oral (forma parasitária)

Manifestações clínicas

- Diarreia

- Emagrecimento

- Dificuldade no ganho de peso

- Tenesmo

- Hematoquezia

- Muco nas fezes

- Flatulências

- Doar abdominal

- Êmese (pouco frequente)

- Desidratação

Diagnóstico

Associação entre anamnese e exames físico e complementares. O(a) médico(a) veterinário(a) pode solicitar/ realizar os seguintes exames complementares:

  • Hemograma
  • Coproparasitológico
  • Ultrassonografia abdominal
  • Radiografia abdominal
  • Colonoscopia e biopsia (raramente realizados)
  • Histopatológico de mostra do cólon
  • Necropsia (Post mortem)

Observação: A realização e a definição de necessidade de exames complementares são decisões do(a) Médico(a) Veterinário(a). 

Tratamento

O tratamento consiste primeiramente em tratar a causa base. Por exemplo, se a colite tiver origem parasitária deve-se utilizar antiparasitário/ vermífugo de acordo com a indicação veterinária; quando neoplásica deve ser feita uma avaliação para saber sua extensão e a possibilidade de realizar ou não a retirada cirúrgica do nódulo e/ ou uso a quimioterapia, e assim por diante.

Mas no geral deve ser corrigida a desidratação do animal com fluidoterapia, utilizar anti-inflamatório, analgésicos com maior eficácia em vísceras e antibióticos.

A utilização de probióticos para reposição da flora intestinal também pode auxiliar no tratamento.

Prevenção

Como diversos fatores podem desencadear quadros de colite, não existe uma forma específica de prevenção, variando de acordo com a causa base. Porém, no geral, recomenda-se o fornecimento de uma dieta de boa qualidade, balanceada e em quantidade suficiente para que não haja excesso ou falta de nutrientes, assim como manter a carteira de vacinação e vermifugação em dia e realizar consultas periódicas com um(a) médico(a) veterinário(a) para assegurar que os pets estejam saudáveis.

A retirada diária das fezes e limpeza e higienização periódicas do ambiente em que os animais ficam é fundamental para manter o bem-estar dos pets e evitar possíveis doenças. 

Referências Bibliográficas

BERCHT, B. S. Tricomonose em gatos no rio grande do sul. Salão de extensão - caderno de resumos UFRGS/PROREXT, 2006.

DE PAULA, T. et al. Ultrassonografia e colonoscopia no diagnóstico de colite linfoplasmocitária em um cão - relato de caso. Revista de Educação Continuada em Medicina Veterinária e Zootecnia do CRMV-SP, n. 17, p. 88, 2019.

FRADE, M. T. S. et al. Colite necrohemorrágica causada por Entamoeba histolytica em um cão. Acta Scientiae Veterinariae, n. 45, p. 1-4, 2017.

PAVARINI, S. P. et al. Colite histiocítica ulcerativa em um cão Boxer no Brasil. Acta Scientiae Veterinariae, n. 39, p. 1-5, 2011.

Recomendamos levar o seu pet a um médico veterinário para um diagnóstico preciso
Conheça o Serviço Veterinário em Domicílio - Agendar Agora