Tudo sobre: Compressão Cefálica

Introdução

A compressão cefálica consiste do ato de pressionar a cabeça contra objetos, parede ou móveis sem nenhuma razão aparente. Também pode ser utilizado o termo em inglês Head Pressing para designar a sintomatologia. O animal pode pressionar a cabeça contra a parede por longos períodos e continuar a andar como se tentasse atravessar o objeto, sem conseguir dar a volta ou se afastar do local. 

Esse quadro pode acometer cães e gatos de qualquer idade, sexo ou raça e está frequentemente associado a tumores do cérebro ou medula óssea, mais comum em animais idosos. Também pode ter como causa alterações neurológicas e deformações anatômicas como hidrocefalia, sendo esse mais encontrado em raças micro. 

Cães das raças Maltês e Pug apresentam um tipo específico de encefalite que pode ocasionar compressão encefálica. Ainda intoxicações, hemorragias ou traumatismos na cabeça podem levar à compressão cefálica.

Doenças infecciosas, como a raiva e cinomose por exemplo, que acometem o sistema nervoso, podem provocar esse tipo de sintoma. Pelo fato da raiva acometer animais domésticos e ser uma zoonose extremamente letal, sempre deve ser levada em consideração no momento do diagnóstico de doenças neurológicas. Deficiências nutricionais, ainda que possibilitem alterações nervosas, raramente ocasionam o Head Pressing

Transmissão

-Não se aplica

Manifestações clínicas

Manifestações que podem estar associadas:

-Ataxia

-Emagrecimento

-Letargia

-Nistagmo

-Head Tilt

-Andar em círculos

-Excitação

-Paresia

-Paralisia

-Hipermetria

-Hipometria

-Tremores

-Alteração de comportamento 

-Convulsão

Diagnóstico

Exames que o médico veterinário pode solicitar:

-Hemograma completo

-Urinálise simples

-Radiografia

-Albumina

-Imunoglobulina A (IgA)

-Imunoglobulina G (IgG)

-Imunoglobulina M (IgM)

-Ureia

-AST – TGO

-ALT – TGP

-Fósforo

-Gama GT

-CPK (creatinofosfoquinase)

-Fosfatase Alcalina (F.A.) 

Observação: A realização e a definição de necessidade de exames complementares são decisões do Médico Veterinário.

Tratamento

O tratamento deve ser focado na causa primária da condição em que o pet se encontra. Tratamentos paliativos podem ser utilizados para melhoria dos sintomas enquanto a causa não é estabelecida.

Prevenção

A vacinação para a prevenção de doenças infecciosas que causam sintomas nervosos é sempre a melhor forma de prevenção para esses quadros, e algumas visam inclusive a proteção em relação ao humanos, como é o caso da vacinação contra a raiva. 

Mudanças de comportamento do animal também podem ser observada inclusive antes de iniciar o sintoma de compressão cefálica. Estar atento ao comportamento do pet pode ser de grande ajuda para o diagnóstico no momento oportuno.Visitas frequentes ao médico veterinário e a busca por ajuda profissional aos primeiros sinais nervosos vão possibilitar o tratamento adequado das causas de Head Pressing.

Referências Bibliográficas

BABICSAK, Viviam Rocco et al. Aspectos tomográficos de tumores cerebrais primários em cães e gatos. Veterinária e Zootecnia, p. 531-541, 2011.

GOMES, Raquel Gonçalves et al. Diagnóstico diferencial de neoplasia maligna de células redondas intestinal em cão (Canis lupus familiaris). Revista de Educação Continuada em Medicina Veterinária e Zootecnia do CRMV-SP, v. 13, n. 1, p. 39-40, 2015.

GUGLIEMI, R. M. et al. Meningioma transicional supratentorial em cão (Canis lupus familiaris). Revista de Educação Continuada em Medicina Veterinária e Zootecnia do CRMV-SP, v. 13, n. 1, p. 40-40, 2015.

OLIVEIRA, Henrique Eduardo Vilela; MARCASSO, Rogério Anderson; ARIAS, Mônica Vicky Bahr. Doenças cerebrais no cão idoso. Medvep–Revista Científica de Medicina Veterinária–Pequenos Animais e Animais de Estimação, v. 12, n. 45, p. 1-15, 2016.

PALUMBO, Mariana Isa Poci et al. Intoxicação por chumbo em um cão-relato de caso. Archives of Veterinary Science, p. 157-162, 2010. 

PANIGASSI, Luiz Fernando Nascimento. Encefalopatias não-infecciosas em cães: análise anatomopatológica e imunohistoquímica. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo.

Recomendamos levar o seu pet a um médico veterinário para um diagnóstico preciso