Tudo sobre: Deficiência de Zinco

Introdução

O Zinco é um mineral que se encontra em todos os tecidos orgânicos e exerce função indispensável no metabolismo de diversos compostos, como o de lipídeos e proteínas, sendo sua deficiência relacionada a diversos distúrbios metabólicos, principalmente o quadro dermatológico conhecido por Dermatose Responsiva ao Zinco. É classificado como um micromineral, pois apresenta quantidades reduzidas no organismo, expressas em Miligramas/Quilo de peso vivo ou em partes por milhão (ppm). Fazem parte da mesma classificação o Cobre, Cobalto e Selênio. 

Por fazer parte de diversas enzimas metabólicas, o Zinco participa do metabolismo de ácidos graxos, carboidratos e proteínas, além de atuar nos processos de diferenciação e multiplicação celular. Faz parte do processo da síntese de colágeno e cicatrização, está envolvido na maturação sexual e espermiogênese, armazenamento e secreção de hormônios, regulação do sistema imunológico e de processos inflamatórios, entre diversas outras funções essenciais ao organismo.

O Zinco é absorvido principalmente no intestino delgado e seu excesso ou carência estão relacionados a uma má formulação da dieta, nutrição insuficiente, armazenamento incorreto da ração e, também, à doenças e fatores genéticos que dificultem ou impossibilitem a correta absorção dos minerais e outros componentes da alimentação. Atualmente a deficiência de Zinco e outros minerais têm sido raramente diagnosticadas na rotina clínica, uma vez que as rações disponíveis estão mais completas e balanceadas nutricionalmente. 

As exigências de Zinco variam de acordo com a idade, espécie e outros fatores. Filhotes e fêmeas gestantes necessitam de uma melhor suplementação dietética em relação aos adultos e animais que não se encontram em fase reprodutiva. Fatores genéticos que comprometem o metabolismo e a absorção deste mineral são relatados em cães das raças Husky Siberiano, Dobermann Pinscher e Bull Terrier. Nesta última, há a ocorrência da acrodermatite letal, caracterizada por alteração genética hereditária que causa sinais sistêmicos e cutâneos graves, não responsivos à suplementação.

Transmissão

-Não se aplica

Manifestações clínicas

Sinais podem aparecer isolados ou em conjunto:

- Anorexia

- Hiporexia

- Emagrecimento

- Conjuntivite

- Hiperqueratose (coxins)

- Descamação da pele 

- Crostas na pele

- Alopecia 

- Eritema

- Dermatite supurativa

- Retardo no crescimento

- Desenvolvimento sexual anormal

- Diminuição da resposta imune

Diagnóstico

Associação de sinais clínicos, anamnese, epidemiologia e exames laboratoriais.

Exames que o(a) médico(a) veterinário(a) pode solicitar:

- Hemograma completo

- Bioquímica - Zinco

- Biópsia cutânea

- Histopatologia com coloração de rotina

Observação: A realização e a definição de necessidade de exames complementares são decisões do(a) Médico(a) Veterinário(a). 

Tratamento

O tratamento para deficiência de Zinco consiste no correto balanceamento da dieta animal. Nos casos em que a deficiência seja proveniente de alterações genéticas, a suplementação do mineral deve ser realizada pelo resto da vida do animal.

Caso os sinais dermatológicos sejam evidentes, pode ser estabelecido um tratamento suporte para melhoria das lesões e fornecer conforto ao animal. Em quadros com infecção bacteriana secundária, é necessária a utilização de antibioticoterapia.

Prevenção

A medida de profilaxia que pode evitar o surgimento ou a expansão do quadro de deficiência de Zinco consiste em uma dieta nutricional adequada, prezando por rações de qualidade e bem balanceadas.

É importante evitar a reprodução de animais da raça Bull Terrier que apresentem predisposição hereditária, uma vez que nestes casos a expectativa de vida é limitada e, em filhotes que já apresentam manifestações clínicas, o tempo de sobrevida é em média de sete meses.

Referências Bibliográficas

ALBERTO et al.,, Veterinária & Caso, . Dermatose Responsiva ao Zinco – revisão de literatura: Zinc responsive dermatosis – review. Medvep Dermato - Revista de Educação Continuada em Dermatologia e Alergologia Veterinária, 2012. 

COSTA-VAL, A. P. et al. Dermatose responsiva ao zinco em fila brasileiro. Cienc. Rural [online]. 2010, vol.40, n.5, pp.1214-1217.

FONSECA-ALVES, C. E. et al. Dermatose responsiva à zinco em cão sem raça definida: Relato de Caso. Revista Brasileira de Medicina Veterinária, [s.i.], v. 37, n. 2, p.120-122, 2015.

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