Tudo sobre: Deficiência em ferro

Introdução

A deficiência de ferro advém do desequilíbrio entre a absorção e o consumo/ perda, podendo ser acarretada por diversos fatores como gestação, crescimento, baixa disponibilidade ou presença excessiva de elementos que diminuem sua absorção, hemorragias, entre outras. 

A carência de ferro se dá de forma gradual e progressiva, existindo três estágios: no primeiro, as reservas de ferro sérico diminuem, no segundo, ocorre insuficiência do mineral para produção de hemoglobina e outros compostos férricos, e por último, há o desenvolvimento da anemia ferropriva, que está relacionada com a diminuição da quantidade de ferro na medula óssea. 

A perda crônica de sangue resultando em diminuição do ferro é comum em cães com hemorragia do trato gastrintestinal (TGI), causada por neoplasia, úlceras gástricas ou endoparasitos, assim como naqueles com uma intensa infestação de ectoparasitas. Acomete cães e gatos e não há relação com gênero e raça. 

A anemia ferropriva é relativamente comum em cães adultos, estando, na sua maioria, relacionada às hemorragias.

Transmissão

- Não se aplica.

Manifestações clínicas

- Letargia 

- Depressão

- Fraqueza

- Anorexia 

- Mucosas pálidas

- Intolerância ao exercício

- Melena 

- Hematoquezia

Diagnóstico

Associação entre história clínica, exames físicos e laboratoriais.

Exames que o(a) Médico(a) Veterinário(a) pode pedir:

- Hemograma completo

- Urinálise

- Bioquímico

- ELISA

- Parasitológico de fezes

- Quimioluminescência 

- Esfregaço sanguíneo 

*Como uma das principais causas de deficiência de ferro é sangramento crônico do TGI, as fezes devem ser analisadas com o intuito de identificar sangue oculto. 

Observação: A realização e a definição de necessidade de exames complementares são decisões do(a) Médico(a) Veterinário(a).

Tratamento

O importante é identificar e corrigir a causa da deficiência. Recomenda-se a administração de ferro e fornecimento de uma alimentação rica principalmente em proteínas e vitaminas, de acordo com a indicação do(a) Médico(a) Veterinário(a) responsável. Dependendo do caso, pode ser necessária a terapia transfusional.

Não é recomendada a administração de ferro por via oral em neonatos.

Prevenção

- Não se aplica.

Referências Bibliográficas

ANEMIA . In: NELSON, Richard W.; COUTO, C. Guillermo. Medicina Interna de Pequenos Animais. 5. ed. Rio de Janeiro: Elsevier Editora, 2015. Cap. 80. p. 3520-3527.

GARCIA, Claudia Zeferino et al. Anemia Microcítica em Pequenos Animais. Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária, Garça, v. 4, 5 f. jul. 2008. Semestral.

MEDEIROS, Nina da Cunha. Resposta da medula óssea e o metabolismo de ferro em cães com anemia. 2013. 73 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Medicina Veterinária, Setor de Ciências Agrárias, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2012.

TUNES, Marcelo Soares. Pesquisa Clínica e Etiologia de Anemias em Cães. 2010. 78 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Medicina Veterinária, Instituto de Veterinária, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 2010. 

PASCHOAL, Carolina Lages. Anemia por deficiência nutricional.Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária, Garça, v. 11, jul. 2008. Semestral.

Recomendamos levar o seu pet a um médico veterinário para um diagnóstico preciso