Tudo sobre: Dermatite alérgica à picada de pulga

Introdução

A dermatite alérgica à picada de pulga (DAPP) é uma doença dermatológica comum que acomete cães e gatos. É uma reação do organismo à saliva da pulga, que é injetada na pele do animal após a picada do ectoparasita. Essa saliva contém substâncias que vão desencadear uma reação de hipersensibilidade que cursa com muita coceira. Se a doença não é controlada, as lesões de pele podem evoluir para problemas mais graves como perda de pelo, dermatite bacteriana secundária, feridas etc.

Algumas regiões do corpo são mais acometidas pelas manifestações da doença: cauda, região lombar dorsal, pescoço, axilas e virilha. A coceira pode ser branda ou muito intensa e o ato de coçar vai culminar com lesões secundárias, como ferimentos. 

Os animais passam a apresentar os sinais a partir dos seis meses de idade e, na ausência das pulgas, as lesões tendem a desaparecer, assim como a coceira. Se a presença da pulga persiste, as lesões vão se tornando crônicas e mais difíceis de resolver, como escurecimento e endurecimento da pele. 

Nos gatos, a manifestação da DAPP se dá pela presença de vários pontos de lesão na região afetada.

Transmissão

-Não se aplica

Manifestações clínicas

- Prurido

- Crostas

- Feridas

- Alopecia

- Hiperqueratinização da pele

- Lambedura excessiva e automutilação em gatos

- Seborreia seca

Diagnóstico

-Inspeção e visualização de pulgas associada aos sinais clínicos

-Exclusão de outras dermatopatias

Observação: A realização e a definição da necessidade de exames complementares são decisões do(a) Médico(a) Veterinário(a).

Tratamento

Para que qualquer terapia funcione, primeiramente deve-se eliminar as pulgas do animal e do ambiente. A presença do ectoparasita impede que qualquer tratamento seja eficiente e tende a deixar as lesões crônicas bem mais difíceis de serem tratadas.

Existem diversos medicamentos, desde tópicos a orais, com diferentes tempos de duração, que podem ser usados em cães e gatos com segurança e eficácia comprovados. O controle ambiental é mais complexo e exige orientação profissional e muita atenção com os produtos usados, pois estes são tóxicos aos animais em sua maioria.
Realiza-se o controle da coceira com medicações específicas com antiinflamatórios esteroidais, que se iniciam com doses mais altas e há redução gradativa. 

Infecções bacterianas secundárias são tratadas com antibioticoterapia sistêmica ou tópica. Suplementos como o ômega 3 auxiliam na melhora da pele lesionada e na redução da inflamação causada pela alergia. Shampoos específicos para o controle de pulga e para hidratação da pele e dos pelos também são utilizados.

Prevenção

Controle de pulgas no ambiente, com utilização de produtos específicos, aspiradores de pó e higienização frequente de panos e caminhas que o animal utilize. 

Manter o animal com medicamentos que controlem o ectoparasita é fundamental, seguindo as recomendações de um(a) profissional capacitado(a).

Referências Bibliográficas

Hnilica, K.A. Dermatologia de Pequenos Animais: Atlas colorido e guia terapêutico. 2012. 3ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 612p.

Wilkerson, M.J. et al. The immunopathogenesis of flea allergy dermatitis in dogs, an experimental study. Veterinary Immunology and Immunopathology, n.99, p.179–192, 2004.

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