Tudo sobre: Disautonomia

Introdução

A disautonomia, também conhecida como síndrome de Key-Gaskel é uma doença bastante rara que acomete cães e gatos de ambos os sexos e de diferentes idades, porém existem maior número de relatos em animais jovens com até três anos de idade. A maior parte dos casos conhecidos se concentra em regiões rurais dos Estados Unidos, apesar de não apresentar uma causa conhecida.

O modo como a síndrome ocorre nos animais domésticos, assim como sua causa, ainda não é bem compreendido pela ciência. Em cavalos, a disautonomia está associada à presença de toxina botulínica (toxina que pode ser ingerida em alimentos contaminados), afetando diretamente o funcionamento dos neurônios, já em gatos e cães apenas sabe-se que ocorre a degeneração dos neurônios e outros gânglios, ocasionando defeitos nas funções do sistema nervoso. O número reduzido de neurônios e o comprometimento do funcionamento do sistema nervoso provocam sintomas bastante variados, que podem incluir vômitos, constipação, boca seca, respiração dificultada e fobia de luz.

Transmissão

-Não se aplica

Manifestações clínicas

-Regurgitação

-Apatia

-Êmese

-Diarreia

-Anorexia

-Disfagia

-Depressão

-Constipação

-Poliúria

-Emagrecimento

-Caquexia

-Fraqueza

-Prolapso de terceira pálpebra

-Bradicardia

-Dispneia

-Fotofobia

-Tosse

Diagnóstico

Associação de sinais clínicos. 

Exames que o médico veterinário pode solicitar:

-Hemograma completo

-Urinálise simples

-Radiografia

-Ultrassonografia

-Albumina

-Imunoglobulina A (IgA)

-Imunoglobulina G (IgG)

-Imunoglobulina M (IgM)

-Ureia

-AST – TGO

-ALT – TGP

-Fósforo

-Gama GT

-CPK (creatinofosfoquinase)

-Fosfatase Alcalina (F.A.) 

Observação: A realização e a definição de necessidade de exames complementares são decisões do Médico Veterinário.

Tratamento

Como a doença não é bem compreendida em relação a suas causas, o tratamento é realizado a partir dos sintomas apresentados pelo animal, portanto é um tratamento apenas sintomático para minimizar as chances de complicações em decorrência de diarreia, constipação, vômitos e tosse. Umidificadores podem ser utilizados no ambiente para diminuir o ressecamento de olhos e nariz e medicamentos para controle de vômitos e diarreia, prevenindo a desnutrição e desidratação do pet. Pneumonias podem ocorrer em decorrência de aspiração de vômitos, e todos os episódios devem ser tratados.

Prevenção

Ao passo que não são conhecidas as causas da doença, não são estabelecidas as medidas de controle.

Referências Bibliográficas

HARKIN, Kenneth R.; ANDREWS, Gordon A.; NIETFELD, Jerome C. Dysautonomia in dogs: 65 cases (1993–2000). Journal of the American Veterinary Medical Association, v. 220, n. 5, p. 633-639, 2002.

ROCHA, Kelly Severgini da. Disautonomia felina: revisão bibliográfica. Trabalho de conclusão de especialização Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Veterinária. Curso de Especialização em Clínica Médica de Felinos Domésticos. 2016.

SHARP, N. J. H.; NASH, A. S.; GRIFFITHS, I. R. Feline dysautonomia (the Key‐Gaskell syndrome): a clinical and pathological study of forty cases. Journal of Small Animal Practice, v. 25, n. 10, p. 599-615, 1984.

TORRES, B. B. J. et al. Key-Gaskell syndrome in Brazil: first case report. Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia, v. 66, n. 4, p. 1046-1050, 2014.

WISE, L. A.; LAPPIN, M. R. A syndrome resembling feline dysautonomia (Key-Gaskell syndrome) in a dog. Journal of the American Veterinary Medical Association, v. 198, n. 12, p. 2103-2106, 1991.

Recomendamos levar o seu pet a um médico veterinário para um diagnóstico preciso