Tudo sobre: Discoespondilite

Introdução

A discoespondilite é uma infecção do disco intervertebral, bem como das duas vértebras adjacentes. Pode resultar de uma infeção por via hematógena (pelo sangue), paravertebral, peri/pós-operatória ou por corpo estranho. Está descrita em várias espécies, no entanto o cão é o animal mais afetado, 

Geralmente esse tipo de infecção provocam dor intensa e desconforto no paciente. Entre os micro-organismos comumente encontrados destacam-se Staphylococcus aureus, Stafilococcus intermedius, Brucella canis, Streptococcus spp, Escherichia coli, Pasteurella multocida, Actynomices viscosus, Nocardia spp e Mycobacterium avium. Os fungos foram isolados menos freqüentemente, entre as espécies: Aspergillus spp, Paecilomyces variotti, Mucor spp e Fusarium spp.

Há a hipótese que este tipo de infecção aconteça principalmente por via hematógena e que alguns fatores predisponentes tenham influência na manifestação e disseminação da doença.

Ela acomete frequentemente vértebras torácicas, lombares e espaço intervertebral na região da coluna lombo-sacra, no entanto, qualquer espaço intervertebral pode ser afetado. 

As infecções vertebrais podem ser classificadas de acordo com a porção da vértebra que é afetada ou através das alterações nas estruturas envolventes.

Os machos são mais afetados que as fêmeas.Pode ocorrer em qualquer idade, no entanto, num estudo recente, a doença foi mais observada em animais mais velhos. É mais comum em cães de raças grandes ou gigantes. Raças puras são mais comumente afetadas que animais de raças cruzadas. Dogue Alemão, Labrador Retriever e Boxer são normalmente as raças mais descritas, porém a discoespondilite pode ocorrer em qualquer raça.

Transmissão

-Não se aplica

Manifestações clínicas

-Rigidez e dor espinhal

-Hipertermia

-Ataxia

-Anorexia

-Perda de peso

-Dor abdominal

-Déficits neurológicos

-Paresia

-Paraplegia com ausência de nocicepção profunda

-Cifose

-Alteração na marcha

Diagnóstico

-Radiografia

-Mielografia

-Tomografia computadorizada

-Ressonância magnética

-Ultrassonografia

-Cintilografia nuclear

-Hemograma

-Hemocultura

-Urinálise simples

-Urocultura com Antibiograma

-Citologia – PAAF ou Imprint

-Biópsia

-Análise de Líquor

-Histopatológico com Coloração de Rotina

Observação: A realização e a definição de necessidade de exames complementares são decisões do Médico Veterinário. 

Tratamento

O protocolo terapêutico será determinado pelo clínico veterinário, após a minuciosa avaliação do paciente bem como o local da infecção e o seu estado geral. Por se tratar de uma infecção de origem principalmente bacteriana, o uso de antimicrobianos será necessário.

É importante que o tutor faça a administração do medicamento conforme a orientação veterinária e não suspenda de forma alguma qualquer medicação por conta própria.

Analgésicos para dor também podem ser prescritos de acordo com o grau de sensibilidade do paciente.

O repouso é essencial durante o tratamento. Para isso, pode ser necessário limitar a área de movimento do animal em casa. É importante que o tutor esteja consciente que o tratamento pode ser prolongado e o acompanhamento do animal deverá ser frequente, para observação de evolução dos sinais clínicos, repetição de exames ou trocas de medicação, caso sejam necessárias.

Prevenção

-Não se aplica

Referências Bibliográficas


Adamo, P. F., & Cherubini, G. B. (2001). Discospondylitis associated with three unreported bacteria in the dog. The Journal of Small Animal Practice, 42(7), 352–5.

ALMEIDA, A. R. S. A. P. Discoespondilite no cão. Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. Faculdade de medicina veterinária. Lisboa, 2017.

ETTINGER, S. J.; FELDMAN, E. C. Tratado de Medicina Interna Veterinária. 4 ed. São Paulo: Manole, 1997. P.166-167.

SILVA JUNIOR, C. A. S. Discoespondilite em cão. REVISTA CIENTÍFICA ELETRÔNICA DE MEDICINA VETERINÁRIA. CIENTÍFICA DA FACULDADE DE MEDICINA VETERINÁRIA E ZOOTECNIA DE GARÇA/FAMED ANO III, NÚMERO, 06, JANEIRO DE 2006.

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