Tudo sobre: Discoespondilite

Introdução

A discoespondilite é uma infecção e inflamação do disco intervertebral, placas terminais vertebrais adjacentes e corpos vertebrais. A infecção é causada geralmente por estafilococos, porém outras bactérias foram relatadas (como Streptococcus), bem como organismos fúngicos, como por exemplo Aspergillus. Há evidências sugestivas de que alguns cães que desenvolvem discoespondilite podem ser imunocomprometidos. Os organismos infecciosos podem ganhar acesso ao disco e à vértebra por meio de alguns mecanismos propostos. Dentre as formas de disseminação estão a via hematógena como a mais comum, infecção bacteriana do trato urinário, migração de corpo estranho e infecção iatrogênica.

A discoespondilite é mais comumente encontrada em cães machos de raças médias a gigantes de qualquer idade, mas já foi relatada em cães de pequeno porte, bem como em felinos. Em um estudo retrospectivo de cães com discoespondilite os cães idosos foram a maioria, assim como machos e raças puras. A maioria dos cães com discoespondilite mostra sinais clínicos progressivos por no mínimo várias semanas, mas alguns cães podem desenvolver os sinais de forma aguda. 

Transmissão

-Não se aplica

Manifestações clínicas

-Hiperestesia associado à lesão espinhal

- Lesões em lombossacra podem levar a alterações nos membros pélvicos

- Hiporexia

- Perda de peso

- Depressão

- Febre

- Relutância em caminhar

- Déficits ou disfunção neurológica

- Paresia ou paralisia grave ou leve

Diagnóstico

-Histórico e exame físico

-Radiografias

-Cintilografia óssea

-Tomografia computadorizada

-Ressonância Magnética

-Hemograma evidenciando leucocitose

-Cultura de sangue, urina e espaços discais afetados

Observação: A realização e a definição de necessidade de exames complementares são decisões do(a) Médico(a) Veterinário(a). 

Tratamento

O tratamento médico da discoespondilite é guiado pelos resultados de cultura e antibiograma do material coletado. Nos pacientes gravemente acometidos, deve-se administrar antibióticos intravenosos durante os primeiros cinco a sete dias, após esse prazo dependendo da resposta do animal pode ser administrado antibiótico oral, pois na maioria dos casos o tratamento da discoespondilite é longo, podendo durar meses.

A intervenção cirúrgica pode ser realizada em pacientes com instabilidade vertebral ou com lesões compressivas identificadas pelos exames de imagem.

O prognóstico geralmente é favorável nos casos de déficits neurológicos leves ou não existentes. O prognóstico é mais reservado em nos cães com resistência bacteriana e com déficits neurológicos graves. Em geral, espera-se melhora clínica óbvia durante a primeira semana de antibioticoterapia. Recomenda-se radiografias de acompanhamento dos espaços discais acometidos a cada um a dois meses, a fim de monitorar o progresso da doença. 

Prevenção

-Não se aplica

Referências Bibliográficas

FOSSUM, T. W. Cirurgia de pequenos animais. 4° edição, p.1557-1559, 2014.

MAGRO, S.M.R. Discoespondilite Canina : Estudo Retrospectivo de 10 Casos Clínicos. Biblioteca Dissertações de Mestrado - 2013.

LEAL, L. M.; et. al. Discoespondilite com sinais neurológicos em cão jovem: Relato de caso. Revista de Educação Continuada em Medicina Veterinária e Zootecnia do CRMV-SP, v. 9, n. 2, p. 34-34, 2011.

Recomendamos levar o seu pet a um médico veterinário para um diagnóstico preciso