Tudo sobre: Flebite

Introdução

A flebite é a inflamação de vasos sanguíneos, que podem ser superficiais (próximos da superfície da pele) ou profundos. Quando a inflamação ocorre nos tecidos mais profundos, ela está geralmente associada à infecção, sendo mais rara sua ocorrência. Já nos casos de flebite superficial, a causa da inflamação está normalmente associada a formação de trombos (coágulos). Quando a flebite ocorre em decorrência da formação de um trombo dentro do vaso, ela também é chamada de tromboflebitel. 

A tromboflebite está comumente associada ao uso de medicamentos pela via intravenosa. Animais hospitalizados que recebem esse tipo de terapia apresentam maiores chances de desenvolvimento de tromboflebite, pois ocorre a inflamação da parede do vaso em decorrência do trauma causado pela agulha ou cateter, pela velocidade da infusão do medicamento ou ainda pelo tipo de medicamento que pode conter substâncias mais irritantes. 

Quando ocorre a perfuração de um vaso, o organismo organiza a liberação de fibrina, formando uma parede para que não haja um hemorragia, porém quando a fibrina se acumula no vaso, acontece a formação dos trombos. Durante o processo de medicação intravenosa, pode ocorrer também a infecção por bactérias presentes na pele que acabam contaminando o vaso, sendo também causador de flebite.

A inflamação do vaso pode ocorrer em qualquer parte do corpo, sendo mais comum na região do pescoço ou perto das patas, regiões utilizadas para medicação intravenosa, portanto o histórico de internação pode ser um indicativo do problema. Fatores como imunidade, doenças cardíacas, renais ou má qualidade das veias podem influenciar na ocorrência de flebite.

Transmissão

- Iatrogênico

Manifestações clínicas

-Edema

-Eritema

-Aumento da temperatura local

-Dor

-Enrijecimento do vaso

Diagnóstico

Anamnese e avaliação física do local afetado.

Para avaliar a extensão da lesão, o médico veterinário pode solicitar:

-Hemograma completo

-Urinálise simples

-Tempo de Protrombina

-Tempo de Tromboplastina Parcial Ativada

-Albumina

-Imunoglobulina A (IgA)

-Imunoglobulina G (IgG)

-Imunoglobulina M (IgM)

-Ureia

-AST – TGO

-ALT – TGP

-Dosagem de Fósforo

-Gama GT

-CPK (creatinofosfoquinase)

-Fosfatase Alcalina (F.A.)

-Tomografia Computadorizada

-Ressonância Magnética

-Angiografia

-Ultrassonografia

-Hemocultura

Observação: A realização e a definição de necessidade de exames complementares são decisões do Médico Veterinário.

Tratamento

O tratamento deve ser prioritariamente a retirada de qualquer fonte de inflamação, como a retirada de acesso venoso, caso seja o motivo da inflamação, e evitar ao máximo a utilização de medicamentos por via intravenosa. 

A realização de desinfecção e curativo adequado caso haja ferida aberta no local é essencial. Ao mesmo tempo, o tratamento deve incluir terapia anti-inflamatória e antibiótica caso exista infecção associada. 

A terapia local com medicamentos e compressas para a diminuição da irritação também é indicada e caso o fluxo sanguíneo esteja prejudicado pode ser indicada a realização de fisioterapia.

Prevenção

Os cuidados de higiene durante a utilização de terapia intravenosa são essenciais para evitar complicações como flebites e tromboflebites. A observação atenta do paciente durante a internação prolongada, bem como durante o tempo de recuperação em casa, é primordial para que uma infecção ou inflamação seja detectada precocemente e possa ser realizado o tratamento adequado.

Durante a utilização de catéter, o local deve ser observado constantemente e limpo com frequência, trocando as bandagens sempre que necessário ou com periodicidade pré-determinada. Quando o paciente está debilitado, além de apresentar outras predisposições, como obesidade e idade avançada e a internação acaba ocorrendo por período prolongado, os cuidados devem ser redobrados, pois existem maiores chances de ocorrência da enfermidade.

Referências Bibliográficas

CONTE, Thaís Cristina Lemos Pagliuca et al. Indicações, complicações e cuidados no uso de cateteres periféricos em pequenos animais. REVISTA VETERINÁRIA EM FOCO, v. 15, n. 1, 2017.

PEREIRA, Sílvia Trindade. Nutrição parenteral em cães e gatos: revisão de literatura. 2012.

PIVA, BRUNA et al. Tromboembolismo–Revisão de Literatura. TCC(graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina. Campus Curitibanos. Medicina Veterinária. 2017.

TILLEY, Larry Patrick, SMITH JUNIOR, Francis K. Consulta Veterinária em 5 Minutos: Espécies Canina e Felina.

Recomendamos levar o seu pet a um médico veterinário para um diagnóstico preciso