Tudo sobre: Gangliosidose

Introdução

A gangliosidose é uma doença de origem genética, rara, degenerativa e fatal que resulta em neurodegeneração e morte prematura. Esta afecção ocorre devido ao acúmulo anormal de gangliosídeos em células do sistema nervoso. De acordo com o tipo de gangliosídeo acumulado, pode ser classificada em GM1 ou GM2. O tipo GM2 apresenta uma evolução mais rápida.

Esta doença foi identificada em cães, gatos, bovinos, ovinos e humanos. Em cães, está relacionada às raças Cão d'água Português, Shiba Inu, Husky Siberiano, Springer Spaniel Inglês e Spaniel Japonês, e em gatos, a raça Korat, Siamês e Burmese. A doença também foi descrita em cães e gatos sem raça definida.

Em ambos os tipos, os animais apresentam sinais de incoordenação motora, tremores e nistagmos. Apesar de nascerem com a doença, as manifestações clínicas se iniciam por volta de três meses de idade, sendo progressiva e letal, fazendo com que muitos animais não cheguem ao seu primeiro ano de vida.

Não há tratamento para a doença, assim, a prevenção é crucial. Existem testes que permitem a identificação de animais portadores e animais afetados pela gangliosidose, de forma que estes possam ser retirados da reprodução, evitando a perpetuação do gene causador da doença.

Transmissão

-Hereditária

-Congênita

Manifestações clínicas

-Cegueira

-Disfunção motora progressiva

-Perda de equilíbrio

-Tremores de cabeça

-Letargia

-Perda de peso

-Nanismo

-Displasia esquelética

-Abaulamento frontal

-Hepatoesplenomegalia

-Convulsão

-Nistagmo

-Dismetria

-Ataxia

Diagnóstico

-Anamnese, histórico e sinais clínicos

-Histopatologia

-Ressonância magnética

-Técnicas de imunohistoquímica e imunofluorescência

-Análises bioquímicas de tecidos e fluidos

-Testes genéticos

-Hemograma completo

-Análise do líquor

Observação: A realização e a definição de necessidade de exames complementares são decisões do(a) Médico(a) Veterinário(a).

Tratamento

Não há tratamento para a doença.

Prevenção

Como é uma doença de caráter hereditário, deve ser realizado testes para detecção de animais portadores, de forma que estes sejam retirados da reprodução, evitando a perpetuação do gene na progênie. Recomenda-se que os criadores apresentem um atestado veterinário de que seus reprodutores são livres da doença.

Referências Bibliográficas

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