Tudo sobre: Hepatite Supurativa e Abscesso Hepático

Introdução

O fígado é um órgão exposto a uma grande quantidade de toxinas (produzidas no organismo ou ingeridas na alimentação), células cancerígenas e microrganismos invasores. Agentes tóxicos podem se acumular no fígado pela circulação sanguínea causando a inflamação do órgão, chamada de hepatite. Através do sangue, também podem chegar até o fígado os agentes infecciosos, aqueles microrganismos causadores de doença, onde encontram o local ideal para se alojarem. Além disso o órgão também está exposto por se comunicar diretamente ao sistema digestivo, por onde podem entrar bactérias nocivas causando a infecção hepática. 

O abscesso é o acúmulo de pus em uma área delimitada. O furúnculo é um exemplo de abscesso, que ocorre como resultado de uma infecção naquele local. A hepatite causada por microrganismos pode persistir por longos períodos e, em casos onde o microrganismo invasor permanece no fígado (infecção crônica), podemos encontrar a formação dos abscessos hepáticos. 

Abscessos hepáticos não são comuns em cães e gatos, mas podem ser observados principalmente em cães idosos, muitas vezes associados a um tumor. A Hepatite supurativa (hepatite com presença de pus) já é mais observada em gatos machos como consequência de infecções crônicas, apesar de também não ser algo comum nesses pets.

Transmissão

-Não se aplica

Manifestações clínicas

-Letargia

-Apatia

-Emagrecimento

-Êmese 

-Poliúria 

-Polidipsia

-Pirexia

-Diarreia

-Tremores

-Dor abdominal

-Distensão abdominal

-Desidratação

-Icterícia

-Taquipneia

-Taquicardia

-Hipotensão

Diagnóstico

Associação de sinais clínicos, epidemiologia e exames laboratoriais.

Exames que o médico veterinário pode solicitar:

-Hemograma completo

-Urinálise simples

-Coagulograma

-Bilirrubinas (Direta, Indireta e Total)

-Albumina

-Imunoglobulina A (IgA)

-Imunoglobulina G (IgG)

-Imunoglobulina M (IgM)

-Ureia

-AST – TGO

-ALT – TGP

-Fósforo

-Gama GT

-CPK (creatinofosfoquinase)

-Fosfatase Alcalina (F.A.)

-Radiografia

-Ultrassonografia

-Biópsia

-Hemocultura

-Cultura com Antibiograma Combinado (Anaeróbios + Aeróbios)

-Cultura para Fungos

-Urocultura com Antibiograma

Observação: A realização e a definição de necessidade de exames complementares são decisões do Médico Veterinário.

Tratamento

Pode ser realizado procedimento para a drenagem do pus presente no fígado com auxílio de ultrassonografia ou durante procedimento cirúrgico. O médico veterinário deve determinar a realização de procedimentos levando em consideração a causa do problema e o estado geral do paciente. 

A investigação da causa da hepatite é de extrema importância para a resolução total do quadro. Antibioticoterapia pode ser utilizada quando a causa for infecciosa ou podem ser empregados medicamentos específicos para a desintoxicação ou o tratamento de tumores.

Prevenção

Para prevenir complicações desse tipo, decorrentes de infecções crônicas ou de tumores, deve ser realizado o acompanhamento veterinário frequentemente, pois exames de rotina podem dar indícios de infecções ou inflamações ainda no começo, possibilitando o tratamento efetivo antes que se formem abcessos ou maiores complicações para o animal.

Referências Bibliográficas

DADALTO, Carmel Rezende et al. ABSCESSO HEPÁTICO EM CÃO. In: VI JORNACITEC-Jornada Científica e Tecnológica. 2017.

HOWES, Flávia. Hepatopatias crônicas em cães. 2011. Trabalho de Conclusão de Curso de Especialização em Residência em Área Profissional de Saúde- Medicina Veterinária: Clínica Médica de Pequenos Animais. Universidade Federal de Santa Maria. Santa Maria/RS. 2011.

ILHA, Marcia Regina da Silva et al. Biliary cirrhosis in cats associated with cystic duct ectasia and extra-hepatic portosystemic shunts. Ciência Rural, v. 34, n. 4, p. 1147-1153, 2004.

Recomendamos levar o seu pet a um médico veterinário para um diagnóstico preciso