Tudo sobre: Hepatopatia Fibrosante Juvenil

Introdução

O fígado é responsável por diversas funções em processos biológicos, além de apresentar excelente capacidade de regeneração. A hepatopatia fibrosante corresponde a um comprometimento hepático de curso crônico e prolongado, geralmente de 10 a 12 semanas, no qual os hepatócitos perdem sua capacidade regenerativa e ocorre a formação de tecido fibroso no órgão, que vai perdendo progressivamente sua função até chegar ao quadro irreversível de cirrose. As alterações em exames laboratoriais persistem por pelo menos quatro meses.

Por estar envolvido no metabolismo de vários órgãos e sistemas, muitos são os fatores que podem acometer o fígado de maneira primária ou secundária, desencadeando hepatopatias por origens etiológicas diversas como o uso de fármacos, intoxicações, infecções virais ou bacterianas, doenças imunomediadas, além de origem idiopática ou congênita. Uma maior frequência de hepatite crônica é observada clinicamente em animais entre um e sete anos de idade, sem predileção sexual. Algumas raças supostamente são mais susceptíveis como Cocker Spaniels, Terriers, Retrievers, Labrador, Dálmata, Poodle e Doberman.

Independentemente da causa, a agressão crônica dos hepatócitos faz com que estes percam sua capacidade regenerativa à medida que o tecido fibroso vai se formando de maneira difusa, com destruição da arquitetura dos lóbulos hepáticos, evoluindo para o quadro cirrótico no qual o fígado perde sua função. Por estar envolvido em diversos processos metabólicos importantes, o acometimento do tecido hepático faz com que diversos sinais clínicos sistêmicos sejam observados desde o início do processo patológico.

Transmissão

-Não se aplica

Manifestações clínicas

-Ascite

-Dor

-Icterícia

-Apatia

-Anorexia

-Hiporexia

-Fraqueza

-Poliúria

-Polidipsia

-Perda de peso

-Êmese

-Diarreia

-Náuseas

-Alterações neurológicas variadas

Diagnóstico

Associação de anamnese, epidemiologia, exames físico e laboratorial

-Hemograma completo

-Ultrassonografia

-Radiografia

-ALT

-AST

-Fosfatase Alcalina

-Bioquímica sérica

-Biópsia

-Citologia

-Urinálise

-Albumina

-Adenovírus tipo I - hepatite canina

-Histopatológico

Observação: A realização e a definição de necessidade de exames complementares são decisões do(a) Médico(a) Veterinário(a).

Tratamento

O tratamento indicado para as hepatopatias, de maneira geral, vai depender da avaliação do médico veterinário em relação às causas primárias da afecção, além do comprometimento do tecido hepático e extensão das lesões. O protocolo será baseado no fator causa da doença hepática, eliminando-se os possíveis diagnósticos diferenciais.

Em casos de neoplasia, por exemplo, deve ser avaliada a possível excisão cirúrgica. Já em causas infecciosas, o agente primário deve ser tratado. Quando de origem tóxica, o protocolo consiste em reduzir os níveis da toxina no organismo e promover a manutenção suporte do organismo. Sendo assim, pelo fato de diversos fatores estarem envolvidos em uma hepatopatia, estes devem ser avaliados para que o protocolo de tratamento assertivo seja estabelecido e o animal apresente um prognóstico favorável.

Prevenção

Torna-se difícil o estabelecimento de ações profiláticas para a hepatopatia fibrosante, uma vez que a afecção apresenta diversos mecanismos etiológicos. Assim sendo, a recomendação geral é que se faça um acompanhamento de rotina com um médico veterinário, a fim de se evitar quaisquer afecções que podem afetar os animais. Seguir um correto protocolo de imunização é imprescindível para que os animais não apresentem infecções em geral.

Referências Bibliográficas

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HOWES, F. Hepatopatias crônicas em cães. 2011.

LUCIO, B. M. Síndrome hepatocutânea em um cão: relato de caso. 2018.

PRECIOZO, L. R. CIRROSE HEPÁTICA EM CÃO: RELATO DE CASO. 2018.

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