Tudo sobre: Hepatopatia Reativa

Introdução

A hepatopatia reativa é a nomenclatura de classificação que se dá às afecções hepáticas decorrentes de processos patológicos primários, ou seja, o acometimento do fígado como consequência de uma doença pré-existente em outro órgão ou sistema.

Existem diversas causas primárias que podem comprometer o sistema hepático, uma vez que este está envolvido direta ou indiretamente em várias vias metabólicas do organismo. Diferentemente das hepatopatias de causas primárias, nas hepatopatias reativas não ocorre degeneração dos hepatócitos e consequente fibrose do fígado, verificando-se apenas infiltrados inflamatórios no parênquima do órgão.

As principais causas de hepatopatias reativas estão relacionadas a processos inflamatórios e infecciosos no trato gastrointestinal, além de outras como alterações renais, doenças infecciosas sistêmicas, distúrbios auto-imunes, problemas dermatológicos e dentários, neoplasias e doenças cardíacas. Os gatos apresentam um tipo raro de hepatopatia reativa denominada hepatopatia eosinofílica, associada à problemas alérgicos e disfunção imune. 

Por se tratarem de afecções secundárias no sistema hepático, as hepatopatias reativas apresentam sintomatologia clínica variada de acordo com a causa primária e sua severidade, podendo se manifestar de maneira sistêmica na maioria dos casos.

Transmissão

-Não se aplica

Manifestações clínicas

-Ascite

-Pirexia

-Dor

-Icterícia

-Apatia

-Anorexia

-Hiporexia

-Fraqueza

-Poliúria

-Polidipsia

-Perda de peso

-Êmese

-Diarreia

-Náuseas

-Alterações neurológicas variadas

Diagnóstico

Associação de anamnese, epidemiologia, exames físico e laboratorial

-Hemograma completo

-Ultrassonografia

-Radiografia

-ALT

-AST

-Fosfatase Alcalina

-Bioquímica sérica

-Biópsia

-Citologia

-Urinálise

Observação: A realização e a definição de necessidade de exames complementares são decisões do(a) Médico(a)

Veterinário(a).

Tratamento

O protocolo de tratamento indicado para as hepatopatias reativas é baseado no suporte à sintomatologia clínica apresentada pelo animal, além do diagnóstico e eliminação da causa primária.

Independentemente do tratamento suporte implementado e da causa primária das afecções, é recomendado o uso de fármacos antioxidantes em associação aos demais. Na maioria dos casos, os sintomas hepáticos desaparecem naturalmente após se tratar a doença primária.

Prevenção

-Não se aplica. Porém, realizar consultas rotineiras com um médico veterinário é de extrema importância para o diagnóstico precoce de potenciais doenças.

Referências Bibliográficas

ALLEGRETTI, L. et al. Hepatopatia secundária a insuficiência cardíaca congestiva em coelho (Oryctolagus cuniculus)–Relato de caso. Revista de Educação Continuada em Medicina Veterinária e Zootecnia do CRMV-SP, v. 10, n. 1, p. 48-50, 2012.

ANDRADE, M. B.; VICTOR, R. M. Hepatopatias em felinos. Cad. técn. Vet. Zoot., p. 59-69, 2016.

CARAGELASCO, D. S. et al. Hepatopatia vacuolar em cães: revisão de literatura. Revista da ANCLIVEPA São Paulo, v. 1, n. 3, p. 12-17, 2014.

COSTA, A. R. A. B. da et al. Abordagem ao diagnóstico de hepatopatias em cães e gatos: comparação entre diagnóstico ecográfico e citológico–Estudo de 45 casos clínicos. 2012. Dissertação de Mestrado.

SANTOS, T. L. M. dos. Hepatopatias secundárias: relação entre o exame ecográfico e as bioquímicas hepáticas. 2015. Tese de Doutorado. Universidade de Lisboa. Faculdade de Medicina Veterinária.

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