Tudo sobre: Hipermetria e Dismetria

Introdução

A hipermetria e a dismetria são condições onde basicamente o animal desenvolve alterações e dificuldade em se locomover. A dismetria é a incoordenação do animal e a hipermetria se caracteriza pelo aumento da amplitude da passada levando à dificuldade de deambulação.

Na maioria das vezes, essas condições são desenvolvidas por afecções neurológicas, sejam elas de origem inflamatória, infecciosa, traumática, neoplásica, degenerativa ou congênitas. As doenças que afetam o sistema nervoso central como a síndrome vestibular e síndrome cerebelar também alteram o equilíbrio no animal podendo levar a essas alterações.

A causa base sempre deve ser avaliada e a partir do diagnóstico podemos definir um prognóstico, pois há casos em que o animal retorna mais rapidamente ao normal com o tratamento correto e em outros casos, como em neoplasias no sistema nervoso central, o prognóstico é de reservado a desfavorável podendo evoluir rapidamente para a piora dos sinais clínicos ou até mesmo óbito. Cães e gatos de qualquer idade e sexo podem desenvolver essa condição.

Transmissão

-Não se aplica

Manifestações clínicas

  • Dificuldade em se manter em estação
  • Alterações do estado mental
  • Estrabismo
  • Nistagmo
  • Incoordenação
  • Aumento na passada do membro

Diagnóstico

Associação de sinais clínicos, histórico do animal e exame neurológico bem feito.

  • Hemograma
  • Bioquimímico 
  • Radiografia 
  • Análise do liquido cerebroespinal
  • Tomografia computadorizada
  • Ressonancia magnética 

Observação: A realização e a definição de necessidade de exames complementares são decisões do(a) Médico(a) Veterinário(a). 

Tratamento

O tratamento consiste em tratar a causa base seja ela qual for, lembrando que após o diagnóstico na maioria das vezes pode se definir um prognóstico, porém vale lembrar da resposta intrínseca de cada animal em resposta ao tratamento. Em todos os casos devem ser minimizadas as lesões que podem ser causadas pela incoordenação desse animal, sendo o ideal manter o animal de repouso em local acolchoado e de preferência que alguém possa acompanhar esse pet para que o mesmo não sofra maiores traumas.

Prevenção

-Não se aplica

Referências Bibliográficas

CHAVES, R. O. et al. Doença vestibular em cães: 81 casos (2006-2013). Pesquisa Veterinária Brasileira, n. 34, p. 1231-1235, 2014.

MINOZZO, E.S. Avaliação neurológica, diagnóstica e terapêutica de cães e gatos com síndrome tremor. Universidade de Cuiabá, 2016.

PALUMBO, M. I. P. et al. Doença cerebelar em cães e gatos. Revista Clínica Veterinária, n. 89, p. 36-40, 2010.

Recomendamos levar o seu pet a um médico veterinário para um diagnóstico preciso