Tudo sobre: Hiperplasia e Prolapso Vaginais

Introdução

A hiperplasia e o prolapso vaginais ocorrem durante o cio como consequência dos níveis de hormônio circulantes que geram o aumento do tecido vaginal. É mais comum acontecer em cadelas jovens até o terceiro cio. A afecção é causada pela eversão da mucosa edemaciada e com o aumento do nível de estrógeno e/ ou fraqueza do tecido conjuntivo vaginal pode ocorrer o prolapso.

A intensidade do edema e da eversão é variável, sendo que um edema intenso pode causar a protrusão do tecido vaginal pela vulva que causa uma obstrução mecânica e interfere no acasalamento normal. Existem dois tipos de prolapso, o tipo I e o tipo II. O tipo I é possível identificar apenas realizando palpação vaginal, já o tipo II é visível, pois se projeta para fora da vulva.

O tecido exteriorizado nos lábios vulvares pode sofrer abrasões, lambidas, ressecamento e alteração de coloração. Esses traumas resultam em lesões e sangramento do tecido, podendo comprimir as estruturas ao redor causando alterações na defecação e micção desses animais.

Apesar das causas serem múltiplas, nota-se uma relação familiar em determinadas raças como Boston Terrier, Boxer, Bulldog, Fila Brasileiro e Doberman, sendo extremamente rara em gatos.

Transmissão

-Não se aplica

Manifestações clínicas

-Protrusão de massa pela vulva

-Descarga vulvar

-Sangramentos

-Fêmeas não aceitam a cópula

-Dificuldade de defecar e urinar

-Lambedura na região

-Edema perineal

Diagnóstico

É baseado nos sinais clínicos, idade e fase do ciclo estral.

-Citologia Vaginal

-Inspeção cuidadosa da vulva no exame físico

-Palpação vaginal

Observação: A realização e a definição de necessidade de exames complementares são decisões do Médico Veterinário. 

Tratamento

O tratamento definitivo para a hiperplasia e prolapso vaginal é a castração da fêmea, já que outros tratamentos mostram grandes chances de recidiva. Após a castração, os níveis de estrógeno diminuem e o prolapso regride espontaneamente.

Nos casos de cadelas de alto valor reprodutivo, pode ser considerada a possibilidade de inseminação artificial caso os tutores insistam na reprodução do animal, lembrando que o ideal é que esses animais não sejam utilizados para a reprodução, pois a doença apresenta uma predisposição hereditária.

Em casos de prolapsos recentes, o prolapso pode ser reduzido, dessa maneira o animal deve ser encaminhado a atendimento veterinário o mais rápido possível, para que o procedimento seja realizado. 

Já em casos de prolapsos crônicos e com tecidos desvitalizados, deve ser realizada a ressecção cirúrgica evitando infecções, automutilação, restabelecendo assim a restauração do lúmen vaginal.

Prevenção

As fêmeas que apresentam tal alteração devem ser retiradas da reprodução e serem castradas.

Referências Bibliográficas

FILHO, S. T. P et al. Hiperplasia e Prolapso Vaginal em Cadela - relato de caso. Revista da FZVA Uruguaiana, v. 9, n. 1, p. 84-94, 2002.

FOSSUM, T. W. Cirurgia de pequenos animais. 4° edição, p.824-826, 2014.

Recomendamos levar o seu pet a um médico veterinário para um diagnóstico preciso