Tudo sobre: Hiperplasia Fibroadenomatosa Mamária Felina

Introdução

Hiperplasia Fibroadenomatosa Mamária Felina, também denominada Hiperplasia fibroepitelial, Fibroadenomatose ou Hiperplasia mamária felina é uma condição benigna, não neoplásica, caracterizada pelo aumento rápido de uma ou várias glândulas mamárias após o primeiro cio ou devido a transtornos orgânicos secundários às substâncias progestacionais naturais ou sintéticas, como as medicações utilizadas para evitar a concepção, conhecidas popularmente como “vacinas anti-cio”. Geralmente, o aumento das glândulas mamárias ocorre em torno de três a quatro semanas e não está associado à dor ou inflamação, porém, pode ocorrer edema, ulceração, necrose e infecção bacteriana secundária. Em alguns casos, a glândula mamária aumentada pode chegar a pesar quase metade do peso corpóreo total do animal. Afeta com maior frequência gatas jovens com menos de dois anos de idade, principalmente no início da gestação ou quando estão ciclando. Em gatos machos, castrados ou não, a ocorrência é rara, podendo estar associada à administração prolongada de medicamentos a base de progestágenos. Em cães, a hiperplasia fibroepitelial é muito rara. 

Apesar de ser uma condição benigna, a hiperplasia mamária felina pode levar o animal ao óbito quando forem presentes complicações sistêmicas, sendo o diagnóstico precoce e a terapia adequada fundamentais para um melhor prognóstico.

Transmissão

-Não se aplica

Manifestações clínicas

 Aumento progressivo de uma ou mais glândulas mamárias

- Apatia

- Anorexia

- Pirexia.

- Desidratação

- Dificuldade de deambulação (quando o crescimento mamário é muito rápido e acentuado)

Diagnóstico

Associação da anamnese detalhada aos exame físico e complementares pelo(a) médico(a) veterinário(a). Exames que podem ser solicitados:

 - Biópsia

- Histopatologia (achados microscópicos do aumento de volume das glândulas mamárias). 

 Observação: A realização e a definição da necessidade de exames complementares são decisões do(a) Médico(a) Veterinário(a).

Tratamento

A ovariosalpingohisterectomia (OSH), que é a cirurgia realizada para retirada cirúrgica de ovários e útero (castração), é a alternativa terapêutica mais eficaz, uma vez que reduz o efeito da progesterona produzida pelos ovários nas glândulas mamárias. Em alguns casos, a mastectomia (retirada cirúrgica das glândulas mamárias) pode ser indicada, mas não de maneira isolada.

Uma opção de terapia medicamentosa é a utilização de aglepristona, que atua reduzindo o volume mamário em até duas semanas. Porém, fêmeas gestantes não podem ser tratadas com esse medicamento, uma vez que ela possui efeitos abortivos. Essa medicação pode ser utilizada em conjunto com a realização da OSH e mastectomia, caso seja indicado. 

Caso esteja sendo administrado algum medicamento à base de progestágeno, o mesmo deve ser suspenso assim que diagnosticada a hiperplasia fibroadenomatosa. A involução espontânea raramente ocorre.

Prevenção

Para prevenir a ocorrência da hiperplasia fibroadenomatosa mamária felina, é indicada a realização da ovariosalpingohisterectomia e não utilização de produtos anti-cio, uma vez que apresentam substâncias progestacionais em sua composição, podendo levar ao desenvolvimento da hiperplasia.

Referências Bibliográficas

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SOUZA, T, M; FIGHERA, R, A; LANGOHR, I, M; BARROS, C, S, L; HIPERPLASIA FIBROEPITELIAL MAMÁRIA EM FELINOS: CINCO CASOS; Cienc. Rural vol.32 no.5 Santa Maria Sept./Oct. 2002.

FILGUEIRA, K ,D; REIS, P, F, C, C; PAULA, V, V; HIPERPLASIA MAMÁRIA FELINA: SUCESSO TERAPÊUTICO COM O USO DO AGLEPRISTONE; Ciência Animal Brasileira, v. 9, n. 4, p. 1010-1016, out./dez. 2008.

Recomendamos levar o seu pet a um médico veterinário para um diagnóstico preciso