Tudo sobre: Hipoplasia e Estenose de Vulva

Introdução

Hipoplasia é o desenvolvimento defeituoso ou incompleto de um órgão ou de tecidos do organismo, enquanto a estenose consiste do estreitamento anormal de um canal ou orifício natural do corpo, como por exemplo órgãos do sistema reprodutivo, como a vulva e canal vaginal. A vulva é a parte mais externa do sistema reprodutor das fêmeas, sendo visível externamente circundada pelos lábios vulvares. Seu tamanho depende da raça do animal e pode variar visualmente de acordo com a fase do ciclo reprodutivo em que a fêmea se encontra.

Estenose de Vulva é o estreitamento anormal da abertura vulvar que pode acontecer em decorrência de procedimento cirúrgico, como a castração, principalmente quando realizada nas primeiras fases de desenvolvimento, ou pode acontecer como um defeito congênito, quando ocorre falha durante a formação. Isto é, quando o tecido vulvar se funde de maneira inadequada. Em casos específicos também pode ser observada a estenose da vulva pelo inchaço dos tecidos que a circundam, causado por inflamação em decorrência de traumas ou infecções, porém nesses casos a estenose é transitória e deve ser tratada a causa primária do problema.

O subdesenvolvimento da vulva (hipoplasia) também é conhecido como vulva pequena ou vulva infantil. Por meio da observação externa pode-se perceber características que se assemelham à vulva de filhotes, principalmente pelo tamanho reduzido. O estreitamento da vulva por hipoplasia ou estenose é um problema principalmente para as fêmeas destinadas à reprodução. O tamanho reduzido da vulva pode provocar lesões durante a reprodução, além de dor e desconforto ao animal. Durante o parto, também podem ocorrer complicações pelo pequeno espaço por onde os filhotes tem que passar, sendo necessária intervenção veterinária. Nos casos em que o estreitamento é acentuado, mesmo fêmeas não atribuídas para a vida reprodutiva podem apresentar dificuldades em decorrência do defeito, pois a estenose compromete o fluxo normal de urina, apresentando complicações urinárias.

Transmissão

-Congênita

Manifestações clínicas

Assintomático

-Disúria

-Anúria

-Dor

-Oligúria

-Polaciúria

Diagnóstico

Associação de sinais clínicos e exame físico.

Exames adicionais podem ser solicitados para melhor compreensão da condição.

Exames que o médico veterinário pode solicitar:

-Ultrassonografia

-Radiografia

-Hemograma completo

-Urinálise simples

-Albumina

-Imunoglobulina A (IgA)

-Imunoglobulina G (IgG)

-Imunoglobulina M (IgM)

-Ureia

-AST – TGO

-ALT – TGP

-Fósforo

-Gama GT

-CPK (creatinofosfoquinase)

-Fosfatase Alcalina (F.A.)

Observação: A realização e a definição de necessidade de exames complementares são decisões do Médico Veterinário. 

Tratamento

O tratamento da hipoplasia e estenose vulvar é primeiramente excluir o animal da vida reprodutiva para que se preserve seu bem-estar. Nos casos em que a avaliação veterinária permitir ainda a reprodução, o parto deve ser acompanhado por um médico veterinário para realização de procedimentos para auxiliar a saída dos filhotes como a episiotomia (corte efetuado na vulva para ampliar o canal de parto), ou ainda, a realização da cesariana. Nos casos graves em que o animal apresenta dificuldades de urinárias por causa da estenose, o tratamento cirúrgico para abertura da vulva também é indicado.

Prevenção

Não se tem predisposição racial para essas malformações congênitas, portanto não há modo de prevenção efetivo que evite que o animal tenha o desenvolvimento inadequado. No entanto, os cuidados com alimentação durante a gestação são necessários para a manutenção da saúde dos filhotes e para evitar doenças decorrentes de falta de nutrientes. O acompanhamento veterinário dos animais que apresentem a condição, principalmente nas fases reprodutivas, vai prevenir complicações em decorrência dos defeitos existentes.

Referências Bibliográficas

DA FONSECA SAPIN, Carolina et al. Patologias Do Sistema Genital Feminino De Cães E Gatos. Science And Animal Health, v. 5, n. 1, p. 35-56, 2017.

FEITOSA, Caroline Sant’Anna et al. Obstetrícia veterinária para clínicos de pequenos animais. TÓPICOS ESPECIAIS EM CIÊNCIA ANIMAL VII, p. 83, 2018.

SANTOS, Thadeu Ricardo Castro; LEAL, Diogo Ramos. MEDICINA VETERINÁRIA DISTOCIA EM CADELAS. Simpósio de TCC e Seminário de IC, v. 1, p. 1336, 2016.

VINHAS, Silvia Costa. Distocia e cesariana em pequenos animais: revisão de literatura. Monografia (Especialização) Universidade Federal de Minas Gerais. Escola de Veterinária. 2011.

Recomendamos levar o seu pet a um médico veterinário para um diagnóstico preciso