Tudo sobre: Infecção por Astrovírus

Introdução

Os astrovírus (AstV) são vírus que infectam, além dos humanos, diversas espécies animais. Sua etiologia não é totalmente compreendida, mas sabe-se que sua infecção se dá de forma espécie-específica, não havendo relatos de transmissão interespécies. Estão associados a quadros gastroentéricos e sua manifestação clínica baseia-se principalmente em vômitos e diarreia intensos, podendo variar de leve a grave de acordo com a espécie acometida. O vírus é eliminado através das fezes, sendo a rota de transmissão fecal-oral, principalmente por consumo de água e alimentos contaminados. São resistentes a baixo pH e diversos tipos de detergentes e sanitizantes.

A família Astroviridae compreende dois gêneros: avastrovírus, responsável pela infecção em aves, e mamastrovírus, cujos microrganismos infectam os mamíferos. No primeiro, as infecções manifestam-se de forma mais severa e em diversos órgãos, podendo evoluir para hepatite, síndrome de nanismo e raquitismo em aves e mortalidade. O segundo gênero, manifesta-se de forma mais branda, com quadros de gastroenterite diarreica em animais e humanos, após período de incubação de quatro dias. As crianças e os filhotes, por possuírem um sistema imunológico parcialmente desenvolvido, apresentam manifestações mais graves da infecção gastroentérica. Em animais de produção, como aves, bovinos e suínos, a astrovirose pode causar grandes prejuízos econômicos por sua fácil disseminação em ambientes com aglomerações de animais, além da perda principalmente de filhotes e neonatos.

Os astrovírus (AstV) são vírus que infectam, além dos humanos, diversas espécies animais. Sua etiologia não é totalmente compreendida, mas sabe-se que sua infecção se dá de forma espécie-específica, não havendo relatos de transmissão interespécies. Estão associados a quadros gastroentéricos e sua manifestação clínica baseia-se principalmente em vômitos e diarreia intensos, podendo variar de leve a grave de acordo com a espécie acometida. O vírus é eliminado através das fezes, sendo a rota de transmissão fecal-oral, principalmente por consumo de água e alimentos contaminados. São resistentes a baixo pH e diversos tipos de detergentes e sanitizantes.

A família Astroviridae compreende dois gêneros: avastrovírus, responsável pela infecção em aves, e mamastrovírus, cujos microrganismos infectam os mamíferos. No primeiro, as infecções manifestam-se de forma mais severa e em diversos órgãos, podendo evoluir para hepatite, síndrome de nanismo e raquitismo em aves e mortalidade. O segundo gênero, manifesta-se de forma mais branda, com quadros de gastroenterite diarreica em animais e humanos, após período de incubação de quatro dias. As crianças e os filhotes, por possuírem um sistema imunológico parcialmente desenvolvido, apresentam manifestações mais graves da infecção gastroentérica. Em animais de produção, como aves, bovinos e suínos, a astrovirose pode causar grandes prejuízos econômicos por sua fácil disseminação em ambientes com aglomerações de animais, além da perda principalmente de filhotes e neonatos.

Transmissão

-Água contaminada

-Alimentos contaminados

-Fezes

-Fômites

Manifestações clínicas

Sinais inespecíficos (isolados ou em conjunto):

-Apatia

-Anorexia

-Hiporexia

-Êmese 

-Pirexia 

-Diarreia

-Dor abdominal

-Hematoquezia 

Diagnóstico

Associação de sinais clínicos, epidemiologia, anamnese e exames laboratoriais.

Exames que o médico veterinário pode solicitar:

- Hemograma completo

- Perfil doenças entéricas (PCR)

- ELISA

- Gram (Microscopia direta)

Observação: A realização e a definição da necessidade destes e outros exames complementares são decisões do(a) Médico(a) Veterinário(a). 

Tratamento

O tratamento contra a astrovirose consiste em terapia suporte, visando controlar os sinais clínicos e promover conforto ao animal. É realizada fluidoterapia a fim de restituir o equilíbrio hidroeletrolítico, restrição alimentar até cessar êmese por 24 horas, antieméticos, protetores de mucosa, terapia nutricional enteral ou parenteral em casos de anorexia ou hiporexia, probióticos, além do controle de infecções bacterianas e parasitárias concomitantes que podem, além de debilitar ainda mais o animal, complicar o caso clínico.

Prevenção

As medidas de controle e profilaxia podem evitar a expansão do agente infeccioso, tais como: evitar a aglomeração de animais, principalmente doentes, observar a presença de surtos entéricos e realizar manejo sanitário adequado do ambiente. Vale ressaltar que partículas virais podem ser liberadas nas fezes mesmo após o desaparecimento do quadro de diarreia.

A interrupção da transmissão é o fator chave para que a infecção pelo vírus não ocorra. Em animais de produção, o controle precoce da diarreia e a detecção de patógenos emergentes é fundamental para se evitar a perda de animais, além de perdas econômicas significativas no sistema produtivo.

Referências Bibliográficas

BELLO, C. P. Detecção molecular e diagnóstico diferencial de vírus entéricos em aves comerciais. 2011. 113 f. Dissertação (Mestrado em Ciências)-Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia. Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011.

BIDIN, M. et al. Genetic characterization of turkey astrovíruses identified in Croatian poultry flocks. Veterinarski Arhiv, v.83, n.1, p. 57-67, 2013.

QUINN, P. J. et al. Microbiologia Veterinária, 2ª Edição: Essencial. São Paulo - SP, 2019.

WILLARD, M.D. Infeções gastrointestinais em cães e gatos. Uso de antibióticos para processos digestivos. Apresentado na AMVAC 2016, de 3 a 5 de março de 2016 em Madrid, Espanha. Livro de apresentações e comunicações da AMVAC 2016, p. 71-76. 

Recomendamos levar o seu pet a um médico veterinário para um diagnóstico preciso