Tudo sobre: Linfossarcoma Canino

Introdução

O linfossarcoma, também chamado de linfoma canino ou linfoma maligno, é um tumor que acomete principalmente os linfonodos, mas pode estar presente também na medula óssea e algumas vísceras, como baço e fígado, e ocasionalmente na pele. Esse tipo de tumor é o mais comum entre os cães em todo o mundo. Estima-se que até 24 a cada 100 mil animais sejam acometidos por ano e, em se tratando de cães idosos, as chances de desenvolvimento da neoplasia são ainda três vezes maiores. As causas do linfoma canino não são bem estabelecidas, mas são conhecidas as raças com maior probabilidade de desenvolvimento do tumor, como: Boxer, Basset hound, Golden retriever, São Bernardo, Terrier escocês e Airedale terrier

O sistema linfático é composto por órgãos e vasos e principalmente pelos linfonodos que são distribuídos estrategicamente pelo corpo para ajudar na defesa contra agentes invasores, pois nele são transportadas células do sistema imunológico que auxiliam no combate às infecções. O linfossarcoma pode ocorrer por todo o corpo, já que o sistema linfático é amplamente distribuído, podendo acometer diversos outros sistemas do organismo, como o digestório, respiratório e cutâneo, fazendo com que os sinais e sintomas sejam inespecíficos, podendo conter diarreia, anorexia, emagrecimento, conjuntivites etc. Pode ser observado visualmente também o aumento dos linfonodos, que podem ser apresentados como nódulos nas regiões afetadas. Quando a pele é acometida, as lesões (feridas) podem estar distribuídas pelo corpo e são persistentes mesmo quando realizados curativos simples.

Transmissão

-Não se aplica

Manifestações clínicas

Assintomático

Sinais inespecíficos (isolados ou em conjunto):

-Emagrecimento

-Anorexia

-Apatia

-Êmese 

-Diarreia

-Letargia

-Ascite

-Dor

-Tosse

-Disfagia

-Dispneia

-Sialorreia

-Ulceração de pele

-Fotofobia

-Conjuntivite

Diagnóstico

Associação de sinais clínicos, epidemiologia e exames laboratoriais.

Exames que o médico veterinário pode solicitar:

-Radiografia

-Ultrassonografia

-Biópsia

-Hemograma completo

-Urinálise simples

-Albumina

-Imunoglobulina A (IgA)

-Imunoglobulina G (IgG)

-Imunoglobulina M (IgM)

-Ureia

-AST – TGO

-ALT – TGP

-Fósforo

-Gama GT

-CPK (creatinofosfoquinase)

-Fosfatase Alcalina (F.A.)

Observação: A realização e a definição de necessidade de exames complementares são decisões do Médico Veterinário. 

Tratamento

O tratamento do linfossarcoma canino é baseado principalmente em quimioterapia. Quando o cão está debilitado, os cuidados de internação devem ser realizados e a quimioterapia pode ser realizada de forma intravenosa durante a internação. Animais que apresentam boa condição geral podem realizar a quimioterapia em casa, a partir da indicação do médico veterinário e com atenção aos efeitos adversos provocados pela medicação.

A remoção cirúrgica do tumor pode ser indicada dependendo de onde está localizado. Em geral, a localização do tumor não é favorável ao tratamento cirúrgico. Nos casos em que a quimioterapia não apresenta bons resultados, pode-se utilizar também radioterapia para auxiliar no tratamento.

Prevenção

Mesmo realizando o tratamento adequado com a quimioterapia, podem ocorrer recidivas da doença, mas em geral o tratamento proporciona uma boa qualidade de vida ao animal. O cão deve ser acompanhado por um médico veterinário especializado, que oriente o tutor em relação aos efeitos da quimioterapia e evolução do tratamento.

Referências Bibliográficas

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PECEGO, Ricardo Guimarães. Linfoma canino: classificação histopatológica, imunofenotipagem e expressão de p53. Tese de Mestrado. Goiânia: Universidade Federal de Goiás. 2012.

RIBEIRO, R. C. S.; ALEIXO, G. A. S.; ANDRADE, L. S. S. Linfoma canino: revisão de literatura. Medicina Veterinária (UFRPE), v. 9, n. 1-4, p. 10-19, 2017.

Recomendamos levar o seu pet a um médico veterinário para um diagnóstico preciso