Tudo sobre: Malformações congênitas espinhais e vertebrais

Introdução

As malformações congênitas das vértebras são caracterizadas pela morfologia anormal desde o nascimento do animal. Geralmente elas estão associadas a alterações na gestação, exposição a substâncias tóxicas ou a agentes que levam à malformação do feto, ou em alguns casos alterações comuns em determinadas raças.

As alterações relacionadas às malformações são instabilidade na coluna vertebral, distorção do canal vertebral, que podem pré-dispor à hérnia de disco e sinais neurológicos.

As doenças mais conhecidas relacionadas à má formação são a hemivértebra, que é muito comum em buldogues, síndrome da cauda equina, mais comum em cães da raça pastor alemão, espinha bífida, agenesia sacrococcígea e síndrome de Wobbler que acomete na maioria das vezes cães de raças grandes de rápido crescimento. Cada doença possui uma sintomatologia e severidade específica intimamente ligada a localização da lesão e tempo de evolução.

Transmissão

-Não se aplica

Manifestações clínicas

  • Dor na coluna
  • Dificuldade para se locomover
  • Déficit proprioceptivo
  • Dificuldade em urinar e defecar
  • Incontinência fecal e urinária
  • Paresia
  • Tetraparesia

Diagnóstico

  • Histórico do animal, sinais clínicos e anamnese
  • Exame ortopédico e neurológico
  • Radiografia 
  • Mielografia
  • Tomografia computadorizada
  • Ressonância magnética

Observação: A realização e a definição de necessidade de exames complementares são decisões do Médico Veterinário. 

Tratamento

O tratamento é definido de acordo com os sinais clínicos e neurológicos apresentados pelo animal. A partir dessas informações é possível definir o prognóstico e qual tratamento deve ser realizado para cada caso específico. Existem vários tratamentos descritos como acupuntura, aplicação de implantes de ouro, eletroacupuntura, fisioterapia, uso de antinflamatórios associado ao repouso no animal e procedimentos cirúrgicos.

Prevenção

-Não se aplica

Referências Bibliográficas

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FERREIRA, L. F. L. e SANTOS, F. F. A síndrome da cauda equina em cães - relato de caso. PUBVET, v. 6, n. 25, ed. 212, Art. 1411, 2012.

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LEAL, D. S. L. e GOMES, L. A. Hemivértebra em cães e gatos. PUBVET, v. 5, n. 32, ed. 179, Art. 1206, 2011.

MIRANDA, D. F. H. et al. Espinha bífida em neonato felino - relato de caso. Ciências Agrárias, Londrina, v. 32, p. 1975-1980, 2011.

TUDURY, E. A. Mielodisplasia segmentar múltipla em gato. Ciência Rural, v. 30, n. 3, p. 529-531, 2000.

Recomendamos levar o seu pet a um médico veterinário para um diagnóstico preciso