Tudo sobre: Massas mediastínicas

Introdução

Massas mediastínicas caracterizam-se por qualquer tipo de formação anormal, inflamatória, congênita ou neoplásica na região mediastínica. Os diagnósticos diferenciais para massas mediastínicas são: cistos, linfonodomegalia (aumento dos linfonodos), neoplasias, lesões inflamatórias (abscessos e granulomas) e hematomas. As neoplasias tendem a ser o principal diagnóstico diferencial das massas em mediastino, sendo o linfoma relativamente comum, principalmente em felinos. Outras neoplasias que podem afetar essa região incluem timoma, carcinoma de tireoide, carcinoma de paratireoide e quimodectoma.

Essas formações podem causar deslocamento dos pulmões e/ ou efusão pleural secundária (líquido no tórax) e, consequentemente, dificuldade respiratória, além de sinais como tosse, regurgitação e edema facial por dificuldade de retorno venoso.

Os dados referentes à predileção por gênero, idade e raça são diferentes, dependendo do local de origem da massa mediastínica e suas características. 

Transmissão

Não se aplica

Manifestações clínicas

- Assintomático

- Pirexia

- Astenia

- Anorexia

- Emagrecimento

- Sudorese

- Dispneia 

- Tosse

- Regurgitação 

- Edema facial

- Efusão pleural

- Intolerância ao exercício 

- Dilatação das veias jugulares 

Diagnóstico

Associação entre história clínica, exames físicos e laboratoriais.

Exames que o(a) Médico(a) Veterinário(a) pode pedir:

- Hemograma 

- Bioquímico

- Urinálise

- Radiografia torácica

- Ultrassonografia torácica

- Ressonância Magnética 

- Tomografia computadorizada

- Toracocentese em caso de efusão pleural

- Análise do líquido pleural

- Punção aspirativa por agulha fina (PAAF) guiada por ultrassonografia

- Biópsia guiada por ultrassonografia ou por exploração cirúrgica

- Toracoscopia

- Citologia

- Histopatologia

Observação: A realização e a definição de necessidade de exames complementares são decisões do(a) Médico(a) Veterinário(a).

Tratamento

O tratamento recomendado varia de acordo com o resultado de exame histopatológico. Porém, dependendo do tamanho da massa, de sua característica e da condição clínica do(a) paciente, pode ser realizada a excisão cirúrgica completa da massa. 

Em casos de neoplasias malignas com lesões metastáticas em outros órgãos, a remoção cirúrgica não é recomendada, e uma das opções é a quimioterapia.

Abscessos e cistos podem ser drenados e um tratamento suporte posterior deve ser instituído. No caso de abscesso, após a drenagem guiada por ultrassonografia ou remoção durante procedimento cirúrgico, deve-se realizar antibioticoterapia específica.

Prevenção

-Não se aplica

Referências Bibliográficas

HORTA, R. S. et al. Timoma canino associado à miastenia gravis. Acta Scientiae Veterinária, 46, 1, 2018.

MONTEIRO, Rita et al, Massas mediastínicas , Acta Med Port. 2011; 24(6):899-904.

NELSON, Richard; COUTO, C. Guillermo. Medicina interna de pequenos animais. Elsevier Brasil, 2015.

NELSON, Richard W. et al. Medicina Interna de Pequenos Animais. Ed. Elsevier, ed. 5, cap. 40, 2015. 

Recomendamos levar o seu pet a um médico veterinário para um diagnóstico preciso