Tudo sobre: Meningocele e meningomiocele

Introdução

Meningocele, também denominada espinha bífida, é uma malformação congênita caracterizada pelo fechamento incompleto dos arcos vertebrais dorsais (dorso do animal). Quando ocorre associada à protrusão (abaulamento/ herniação) das meninges e medula espinhal para o meio exterior do canal vertebral, a afecção é denominada mielomeningocele. Essa protrusão ocorre devido ao aumento da pressão intravertebral. É uma doença que acomete seres humanos, cães, gatos e bovinos. 

O local mais comum de ocorrência da meningocele é o segmento lombar e a junção sacrococcígea (próximo à cauda). Dentre os cães, os mais acometidos são os de raça braquicefálica, como o Buldogue Inglês, Pug, Boxer e Buldogue Francês, sendo uma afecção pouco relatada em cães sem raça definida. Em gatos, a doença apresenta maior incidência em animais da raça Manx e pode ter associação com a agenesia caudal (ausência da cauda). Outras alterações congênitas podem ocorrer associadas à espinha bífida, como a síndrome do cão nadador. 

O quadro clínico é muito variado, podendo ser extremamente grave ou caracterizado por pequenas anomalias. 

A causa da Meningocele não é completamente compreendida, mas acredita-se que existam fatores predisponentes, tais como genética, nutrição, predisposição racial e fatores ambientais. 

Transmissão

- Congênita

Manifestações clínicas

- Ataxia de membros pélvicos (posteriores)

- Paresia dos membros pélvicos (posteriores)

- Incontinência urinária

- Incontinência fecal

- Perda de sensibilidade perineal

- Flacidez do esfíncter anal

Diagnóstico

Associação da anamnese detalhada aos exame físico e complementares pelo(a) médico(a) veterinário(a). 

Exames que podem ser solicitados:

- Radiologia simples

- Mielografia

- Tomografia computadorizada

- Hemograma completo

Observação: A realização e a definição da necessidade de exames complementares são decisões do(a) Médico(a) Veterinário(a).

Tratamento

No momento, não são realizadas muitas intervenções cirúrgicas como tratamento de espinha bífida na medicina veterinária, apesar de ocorrer na medicina humana, sendo o prognóstico desfavorável em casos graves.

Prevenção

- Não há medidas preventivas para Meningocele. Recomenda-se retirar da reprodução cães com histórico da doença.

Referências Bibliográficas

- LEMPEK, M, R; BORDELO, J; VEADO, J, C; DIAS, M, I, R; Espinha bífida em um cão sem raça definida - Relato de caso; Rev. Bras. Med. Vet., 38(3):211-213,jul/set 2016; 

- GOMES, C, A, R; SAMPAIO, L, M; ANACLETO, T, P; AKAMATSU, A; MALAGÓ R; Espinha bífida associada à síndrome do cão nadador: Relato de caso. Revista Científica Universitas, Itajubá v.5, n.2, p.11-19 Jul. - Des.2018.

- MIRANDA, D, F, H; FERRAZ, M, S; JÚNIOR, J, W, C, A; FORTES, E, A, M; JÚNIOR, A, M, C; CARVALHO, M, A, M; Espinha bífida em neonato felino: relato de caso; Semina: Ciências Agrários, Londrina, v. 32, suplemento 1, p. 1975-1980, 2011.

Recomendamos levar o seu pet a um médico veterinário para um diagnóstico preciso