Tudo sobre: Miosite dos Músculos Mastigatórios

Introdução

A miosite dos músculos mastigatórios ou também chamada de miosite eosinofílica ou miosite atrófica é uma miopatia inflamatória focal de cães que acomete os músculos da mastigação: músculos temporais e masseteres.

Suspeita-se que a doença tenha causa imunomediada e é possível que o animal tenha tido infecção bacteriana ou viral prévia. Acomete cães de qualquer raça ou idade, com predileção mais elevada por raças de grande porte, como o Labrador Retriever, Pastor Alemão e Golden Retriever.

A doença apresenta manifestação clínica aguda e crônica. Na forma aguda, o animal apresenta dor mandibular acentuada à manipulação ou incapacidade de abrir a boca. Pode ocorrer tumefação muscular aguda e exoftalmia (projeção do globo ocular para fora da órbita), podendo levar à cegueira pela tração do nervo óptico, febre e aumento dos linfonodos pré-escapulares. Na forma crônica (maior parte dos casos são diagnosticados nessa fase) o animal apresenta atrofia muscular severa e afundamento do globo ocular na órbita.

Transmissão

-Não se aplica

Manifestações clínicas

- Dor muscular local

- Enoftalmia

- Exoftalmia

- Cegueira

- Anorexia

- Trismo

- Sinais oculares

- Febre

- Linfadenomegalia

- Tumefação muscular aguda

- Atrofia muscular crônica

- Poteinúria

Diagnóstico

-Creatinafosfoquinase (CPK)

-ALT

-AST

-Urinálise

-Análise imunocitoquímica

-Biópsia muscular

-Radiografia de crânio

-Eletromiografia

-Sonograma orbitário

-Ressonância magnética

-Hemograma completo

 Observação: A realização e a definição de necessidade de exames complementares são decisões do Médico Veterinário. 

Tratamento

O tratamento consiste em doses imunossupressoras de glicocorticóides em fase aguda até que o animal recupere a mobilidade da mandíbula, a tumefação dos músculos e os níveis de creatinocinase retornem ao normal. Após a melhora clínica do animal deve ser realizada a redução gradual das doses de corticóide, segundo orientações do médico veterinário. O tratamento é longo, durando em torno de seis meses e em alguns casos é necessária a manutenção durante toda a vida do paciente. O responsável deve estar atento a qualquer alteração e possíveis efeitos colaterais durante o tratamento.

O paciente pode precisar de alimento líquido ou pastoso até que a mobilidade da mandíbula seja recuperada. Se necessário, deve ser colocada sonda nasogástrica ou sonda esofágica para alimentação enteral, facilitando a ingestão calórica e de líquidos.

A movimentação da mandíbula deve retornar ao normal, a menos que o quadro seja crônico e evolua para fibrose grave.

Prevenção

-Não se aplica

Referências Bibliográficas

LOBPRISE, H;B. Odontologia em pequenos animais- consulta em 5 minutos, p. 329-333, 2010.

NELSON, R.W.; COUTO, C.G. Medicina interna de pequenos animais. 5 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.

Recomendamos levar o seu pet a um médico veterinário para um diagnóstico preciso