Tudo sobre: Nanismo Hipofisário

Introdução

O nanismo hipofisário se apresenta como uma falha no potencial de crescimento normal dos animais e sua pelagem, decorrente da deficiência de hormônios do crescimento secretados pela hipófise. A hipofunção hipofisária é uma condição rara e de caráter hereditário, por gene autossômico recessivo, manifestando-se principalmente em cães da raça Pastor Alemão e não apresenta predileção sexual. Também pode ocorrer por processos patológicos durante a vida intra-uterina, mas o fator hereditário é o mais observado na rotina clínica.

Os animais afetados não apresentam disfunções até os dois meses de idade e não se diferenciam da ninhada. Após este período, torna-se mais evidente que o animal acometido possui um desenvolvimento mais lento em relação aos outros. Uma característica comum aos animais com nanismo é a permanência dos pelos secundários, ou lanugem, e falha no desenvolvimento dos pelos primários.

Apesar dos sinais de nanismo hipofisário serem clássicos e evidentes, é importante que se elimine possíveis diagnósticos diferenciais que envolvam alterações endócrinas relacionadas ao crescimento deficiente. Entre eles, o hipotireoidismo congênito é o mais importante, apesar de outras causas endócrinas como a diabetes mellitus serem significantes. Dentre as causas sem origem endócrina, deve-se considerar a desnutrição, disfunções hepáticas, doença renal, problemas no desenvolvimento ósseo, entre outras.

Transmissão

-Hereditária

-Congênita

Manifestações clínicas

-Alopecia focal

-Alopecia generalizada

-Hiperqueratose escamativa

-Prognatismo

-Hiperpigmentação da pele

-Desenvolvimento retardado

-Erupção dentária retardada

-Pápulas

-Piodermite

Diagnóstico

Associação de sinais clínicos, anamnese, epidemiologia e exames físico e laboratorial

-Urinálise completa

-Tomografia computadorizada

-Ressonância magnética

-Teste de estimulação com alfa-adrenérgicos

-Hormônios - TSH

-Hormônios - GH

- Dosagem de IGF-1

-Radiografia

-Hemograma completo

-Perfil bioquímico

Observação: A realização e a definição de necessidade de exames complementares são decisões do(a) Médico(a) Veterinário(a).

Tratamento

Não existe tratamento definitivo para o nanismo hipofisário, apesar de estudos avaliarem a administração do hormônio do crescimento nos animais. Em cães, este tratamento ainda não está disponível, mas em humanos e suínos já é utilizado. É realizado tratamento suporte para as lesões dermatológicas, impedindo sua evolução e promovendo conforto ao animal.

Alguns profissionais indicam o tratamento com progestágenos, apesar de diversos efeitos colaterais serem relatados. Vale ressaltar que tal protocolo é longo e de alto custo, além de não ser definitivo.

Prevenção

-Não se aplica

Referências Bibliográficas

ENGELKING, L. R. Hormônio do crescimento I: ações e controle da secreção. In: Fisiologia Endócrina e Metabólica em

Medicina Veterinária, 2 ed., São Paulo, Editora Roca, cap. 9, pg. 18-19, 2010.

JÚNIOR, H. L.l S. Aspectos Clínicos e Patológicos do Nanismo Hipofisário em Cão Clinical and. NÚMERO 40–ANO XXI–JUNHO 2016, v. 30, n. 40, p. 137-141, 2016.

LAPORTE, S. M. Nanismo hipofisário canino: revisão de literatura e relato de caso. 2012.

PANCIERA, D. L.; CARR, A. P. Endocrinologia para o clínico de pequenos animais. Editora Roca, 2007.

VIEIRA, A. B. et al. Nanismo por deficiência combinada de hormônios pituitários em um cão Pastor Alemão. MEDVEP. Rev. cient. Med. Vet., p. 438-443, 2012.

Recomendamos levar o seu pet a um médico veterinário para um diagnóstico preciso