Tudo sobre: Neoplasia em Intestino Grosso

Introdução

As afecções mais frequentes do trato gastrointestinal de cães e gatos incluem obstruções, problemas inflamatórios e infecciosos, parasitários e neoplásicos. Destes últimos, a maioria se manifesta de forma maligna e são pouco frequentes, acometendo principalmente animais adultos a senis e responsáveis por altos índices de morbidade e mortalidade.

Uma vez que as neoplasias manifestam-se de maneira diferente, muitas vezes elas não são rapidamente diagnosticadas. A variação nos sinais clínicos apresentados pelo animal e, muitas vezes, a forma tardia de manifestação, fazem com que diversos diagnósticos diferenciais sejam propostos. As neoplasias podem estar em estágio avançado de desenvolvimento e haver a presença de metástases antes que o tutor do animal perceba alterações, comprometendo o sucesso do tratamento e, consequentemente, do prognóstico.

Dentre as neoplasias do trato gastrointestinal dos animais, 40% a 60% se desenvolvem no intestino grosso, principalmente no cólon e no reto. As principais são o pólipo adenomatoso e o carcinoma. Em cães, observa-se que algumas raças de médio a grande porte são mais susceptíveis aos tumores colorretais, como Collies, Terriers e Pastor Alemão.

Transmissão

-Não se aplica

Manifestações clínicas

-Êmese

-Diarreia

-Dor

-Anorexia 

-Hiporexia

-Hematoquezia

-Gemidos

-Inapetência

-Melena

-Tenesmo

-Perda de peso

-Apatia

-Aumento de volume abdominal

-Pirexia

Diagnóstico

Associação de anamnese, sinais clínicos, exames físico e laboratorial

-Hemograma completo

-Radiografia

-Ultrassonografia

-Coprocultura

-Parasitológico de fezes

-Endoscopia

-Laparotomia exploratória

Observação: A realização e a definição de necessidade de exames complementares são decisões do(a) Médico(a) Veterinário(a).

Tratamento

O tratamento indicado para todas as neoplasias intestinais, assim como em demais órgãos e sistemas, é a retirada do tumor com abordagem cirúrgica. Para definição da abordagem cirúrgica e se ela é viável, o médico veterinário deve avaliar a condição geral do animal, o tipo de tumor, sua gravidade e extensão, além da presença ou não de metástases em outros órgãos. 

A quimioterapia não se mostra muito eficaz no controle das neoplasias intestinais mas, se for iniciada precocemente, pode apresentar bons resultados quando associada à excisão cirúrgica do tumor. A radioterapia não é feita em casos de tumores gastrointestinais. É importante que se faça o tratamento suporte dos animais acometidos, a fim de promover conforto e tratar sintomas de dor, êmese, entre outros.

Se o tratamento cirúrgico for possível de ser realizado, alguns cuidados básicos devem ser implementados na rotina do animal, como alimentação pastosa e correto fornecimento de nutrientes na dieta até que este se recupere.

Prevenção

Não se aplica. Porém, o diagnóstico precoce é de extrema importância para se estabelecer um tratamento eficaz e garantir a sobrevida dos animais acometidos. Quanto antes o tratamento for iniciado e a excisão cirúrgica do tumor for realizada, maiores as chances do animal sobreviver e não apresentar complicações.

Referências Bibliográficas

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EDERLI, B. B. et al. Linfoma intestinal em cão: diagnóstico e tratamento-relato de caso. Revista Brasileira de Medicina Veterinária, v. 31, p. 39-42, 2009.

GAMEIRO, A. C. P. et al. Estudo das doenças do intestino do cão e do gato diagnosticadas por histopatologia. 2016. Dissertação de Mestrado.

GELLER, F. F. Colonoscopia virtual em cães. 2013.

LEANDRO, R. M. Estudo clínico, epidemiológico, anatomopatológico e imuno-histoquímico das neoplasias gastrintestinais de cães. 2010. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo.

Recomendamos levar o seu pet a um médico veterinário para um diagnóstico preciso