Tudo sobre: Neoplasias Perianais

Introdução

As neoplasias perianais ou também chamadas de neoplasias anais podem ser provenientes das glândulas sebáceas ou apócrinas que circundam o ânus, ou então das glândulas apócrinas do saco anal, que liberam uma secreção fétida e enegrecida quando os cães se sentem ameaçados.

Acomete com maior frequência cães machos não castrados com idade média de oito a 13 anos. Os cães machos castrados são menos acometidos do que os inteiros pela interferência hormonal. Cadelas castradas também podem desenvolver esse tipo de neoplasia com maior frequência. As raças mais acometidas são Cocker Spaniel, Beagles, Bulldogs, Samoieda, Pastor Alemão, Pequinês e Lhasa Apso. Os gatos não possuem glândulas perianais ou que circundam o ânus, desta maneira não apresentam essa doença.

Os tipos de neoplasias mais comuns nessa região são epiteliomas de glândulas hepatóides, que possuem baixo grau de malignidade, sendo as neoplasias benignas em torno de 80% das que acometem a região perianal, e o adenocarcinoma hepatóide que é uma neoplasia maligna com característica invasiva e que pode levar a metástase com certa frequência.

Animais com hiperadrenocorticismo podem estar predispostos à formação de adenomas hepatóides.

Transmissão

-Não se aplica

Manifestações clínicas

  • Lambedura excessiva da região
  • Arrastar o ânus no chão
  • Dor ao defecar
  • Tumefação da região
  • Hemorragia discreta
  • Nódulos ulcerados e firmes
  • Relutância em defecar

Diagnóstico

  • Histórico do animal, sinais clínicos e anamnese
  • Citologia
  • Histopatológico
  • Radiografia abdominal
  • Ultrassonografia abdominal
  • Tomografia computadorizada

Observação: A realização e a definição de necessidade de exames complementares são decisões do Médico Veterinário. 

Tratamento

Nos cães machos que ainda não foram castrados pode ser realizado o procedimento de castração, pois 95% das neoplasias regridem após a orquiectomia, porém em casos onde a citologia aspirativa sugeriu uma neoplasia maligna ou então que o nódulo está muito ulcerado por traumatismos, o ideal é realizar a retirada desses nódulos e a castração dos machos inteiros no mesmo procedimento.

O nódulo deve ser encaminhado para análise histopatológica, pois podem ser necessários tratamentos adjuvantes como quimioterapia, radioterapia ou eletroquimioterapia. 

Vale lembrar que procedimentos cirúrgicos nessa região têm grande chances de complicações como deiscência de pontos, contaminação da ferida, estenose anal e lesão ao esfíncter anal levando a uma incontinência fecal. 

Prevenção

-Não se aplica

Referências Bibliográficas

FOSSUM, T. W. Cirurgia de pequenos animais. 4° edição, p.560-564, 2014.

HENRIQUE, F. V. et al. Epitelioma de glândula hepatóide em cão - relato de caso. Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária, n. 21, 2013.

HORTA, R. S. et al. Neoplasias Hepatóides em cadelas castradas com hiperadrenocorticismo - Relato de dois casos.

SILVEIRA, L. M. G. et al. Eletroquimioterapia em adenocarcinoma perianal canino. J. Health Sci. Inst, n. 29, v. 2, p. 136-138, 2011.

Recomendamos levar o seu pet a um médico veterinário para um diagnóstico preciso