Tudo sobre: Neurite Idiopática do Trigêmeo

Introdução

O nervo trigêmeo é um par de nervos cranianos e recebe esse nome porque se ramifica em três partes que vão para locais diferentes: uma para o olho, outra para maxila e uma para a mandíbula. A inflamação e comprometimento deste nervo é chamada de neurite e muitas vezes é uma doença idiopática, ou seja, de origem desconhecida. Normalmente ocorre mau funcionamento deste nervo e paralisia das regiões que ele inerva. Este nervo é responsável, dentre outras funções, por auxiliar na mastigação, por isso sua paralisia muitas vezes reflete na incapacidade do animal comer e manter a boca fechada, pois este componente motor é o mais atingido na neurite do trigêmeo. Assim, a parte sensorial continua funcionando normalmente e o animal sente os estímulos nas regiões inervadas por este nervo. Em casos mais graves, estas ramificações também são atingidas e o animal perde a capacidade de sentir estímulos na região, como o canto do olho.

É uma afecção aguda, ou seja, tem início súbito e a alteração mais marcante é a boca constantemente aberta (que se fecha facilmente de forma manual, mas logo depois se torna “caída” novamente). Sua origem é desconhecida, mas acredita-se que pode ter uma causa imunomediada, ou seja, o próprio organismo ataca a estrutura do nervo. 

Em alguns casos, a resolução ocorre de forma espontânea e em outros a lesão torna-se permanente. O animal consegue deglutir normalmente, mas não consegue apreender e mastigar os alimentos, ficando sempre com o “queixo caído”. 

Acomete predominantemente cães, com relatos escassos e inespecíficos em gatos.

Transmissão

-Não se aplica

Manifestações clínicas

-Boca constantemente aberta e fácil de fechar manualmente (“queixo caído”)
-Sialorreia
-Impossibilidade de apreender e mastigar alimentos

Diagnóstico

- Histórico do paciente

- Exame neurológico 

Observação: A realização e a definição da necessidade de exames complementares são decisões do(a) Médico(a) Veterinário(a)

Tratamento

A terapia mais indicada e com melhores resultados consiste em fisioterapia específica associada à acupuntura. Ainda que o animal não se recupere 100% da função, consegue realizar movimentos e manter a qualidade de vida. 

Enquanto não há uma recuperação parcial ou total, é necessário fornecer suporte para o paciente, com nutrição e hidratação adequadas.

Em alguns casos, há resolução espontânea dentro de algumas semanas.

Prevenção

 -Não se aplica

Referências Bibliográficas

DRAEHMPAEHL, D.; ZOHMANN, A. Acupuntura no cão e no gato - Princípios básicos e prática científica. 1997. São Paulo: Roca. 245p. 


PELLEGRINO, F.; SURANITI, A.; GARIBALDI, L. Síndromes Neurológicas em Cães e Gatos: Avaliação Clínica, Diagnóstico e Tratamento. 2003. São Caetano do Sul: Interbook. 432p.

Recomendamos levar o seu pet a um médico veterinário para um diagnóstico preciso