Tudo sobre: Pneumonia aspirativa

Introdução

Pneumonia aspirativa, também denominada de pneumonia por aspiração, é um processo inflamatório dos pulmões caracterizado pela presença de conteúdo não infeccioso nos alvéolos. É resultado da inalação de ingesta oral (alimento), material regurgitado e vômito, resultando em disfunção pulmonar. 

A etiologia é multifatorial, podendo ser resultado de anormalidades faríngeas idiopáticas ou secundárias à miastenia grave focal, lesão nervosa traumática, doença neuromuscular generalizada, más-formações anatômicas ou laringoplastia pós-operatória. Também pode ser causada por alterações esofágicas, como megaesôfago, esofagite, refluxo e obstrução esofágica por corpos estranhos ou neoplásicas. Por fim, a pneumonia aspirativa pode ser resultado de sedação, anestesia, distúrbios metabólicos graves, por alimentação forçada, alimentação por sonda e administração de óleo mineral. 

Pode ocorrer em diversas espécies, como cães, gatos, bovinos e ovinos, sendo mais comum na primeira. Não há predileção por raça, faixa etária ou sexo. A apresentação clínica pode ser superaguda, aguda ou crônica.

Transmissão

-Não se aplica

Manifestações clínicas

- Tosse

- Taquipneia 

- Secreção nasal

- Intolerância ao exercício

- Angústia respiratória

- Cianose em casos graves

- Dispneia

- Letargia

- Anorexia

- Depressão

- Emagrecimento

- Pirexia

 * Depende da causa, mas pode estar associada há:

- Êmese

- Disfagia

- Alteração da consciência

Diagnóstico

Associação da anamnese detalhada aos exame físico e complementares pelo(a) médico(a) veterinário(a). Exames que podem ser solicitados:

- Hemograma completo

- Radiografias torácicas

- Radiografia contrastada

- Lavado traqueal

- Citologia e cultura bacteriana das vias aéreas

- Broncoscopia

Observação: A realização e a definição da necessidade de exames complementares são decisões do(a) Médico(a) Veterinário(a).

Tratamento

Em casos de desconforto respiratório, terapia suporte pode ser utilizada, tal como oxigenioterapia, repouso, alimentação adequada e fluidoterapia. Além disso, podem ser utilizados broncodilatadores com o objetivo de reduzir a fadiga muscular ventilatória, realização de nebulização, fisioterapia para pneumonia, para promoção de tosse e consequente expulsão do conteúdo ocupante do espaço alveolar. 

O animal não deve permanecer deitado de um mesmo lado por mais do que duas horas.

A ingestão oral deve ser suspendida até que a causa primária seja identificada e tratada, com o objetivo de evitar um novo quadro. 

Quando o animal apresentar melhora no quadro, o mesmo deve praticar exercícios leves para estimular a tosse produtiva e desobstrução das vias aéreas. 

Para combater os quadros de infecção, devem ser utilizados antibióticos indicados pelo(a) médico(a) veterinário(a) competente. Corticóides de curta ação podem ser utilizados em dose única para combater a inflamação nos casos superagudos. 

Para acompanhar o quadro, podem ser realizadas radiografias seriadas do tórax. O prognóstico é muito variado e depende da gravidade e causa primárias da pneumonia aspirativa. Caso a mesma não seja tratada, é comum a ocorrência de recidivas. Casos superagudos podem ser fatais.

Prevenção

Como prevenção, é contraindicada a alimentação forçada por seringas em filhotes. Caso não seja possível, essa alimentação deve ser realizada da maneira mais cuidadosa possível. Animais que apresentem alterações congênitas devem ser diagnosticados o mais cedo possível para correção de alterações secundárias, tais como a pneumonia aspirativa. 

Referências Bibliográficas

MURAKAMI, Vanessa Yurika; PRÓPERO, Manuela Barbui; MONTANHA, Francisco Pizzolato; PNEUMONIA E EDEMA PULMONAR: ESTUDO COMPARATIVO. REVISTA CIENTÍFICA ELETRÔNICA DE MEDICINA VETERINÁRIA - ISSN: 1679-7353; Ano IX - Número 17 - Julho de 2011 - Periódicos Semestral. 

TILLEY, L, P; SMITH JR, F, W, K; CONSULTA VETERINÁRIA EM 5 MINUTOS; Espécies Canina e Felina - 5ª edição - 2015 - Editora Manole - Barueri - SP. 

FAVARATO, E, S; SOUZA, M, V; COSTA, P, R, S; Refluxo gastroesofágico em cães anestesiados: fisiopatologia, clínica, diagnóstico e terapêutica; Ciência Rural, Santa Maria, v.40, n 11, p 2427-2434, nov, 2010

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