Tudo sobre: Pólipos nasais e nasofaríngeos

Introdução

Pólipos são estruturas formadas pelo crescimento anormal de tecidos de mucosa encontradas em cavidades ocas como: seios nasais, intestinos, estômago, bexiga e útero. Têm o formato parecido com uma lágrima e resultam geralmente de um processo inflamatório local, apresentam caráter benigno, não-neoplásico. Os pólipos nasais e nasofaríngeos caracterizam-se como tecidos moles e com bastante vascularização originados da mucosa nasal, do tímpano, tuba auditiva ou faringe. 

Sua etiologia não é muito bem esclarecida, mas fatores como infecções virais e bacterianas, inflamações crônicas e predisposição genética já foram elencadas como hipóteses. Felinos são mais acometidos por esta condição, embora ela possa aparecer eventualmente em cães. Há mais registros de casos em animais jovens.

Os pólipos nasofaríngeos são responsáveis pelo maior número de casos de crescimento anormal de células no conduto auditivo e é considerada a segunda doença mais comum da região nasofaríngea em gatos. 

As manifestações clínicas são variáveis e dependem da localização dos pólipos e o quanto eles obstruem as vias respiratórias superiores ou pressionam o sistema vestibular. Em alguns animais há associação dos pólipos nasofaríngeos e a recorrência de otites e, em situações mais graves, pode acarretar em síndrome vestibular, além de predisposição a infecções crônicas do seio paranasal. A presença de pólipos pode afetar inclusive a habilidade do animal em sentir cheiros, reduzindo-a gradativamente até a perda completa do olfato.

Transmissão

-Não se aplica

Manifestações clínicas

Sinais inespecíficos (isolados ou em conjunto):

  • Espirro
  • Dispneia
  • Disfagia
  • Corrimento nasal
  • Congestão nasal
  • Dor
  • Êmese
  • Prurido

Diagnóstico

Associação de sinais clínicos, epidemiologia e exames laboratoriais.

Exames que o(a) médico(a) veterinário(a) pode solicitar:

  • Radiografia craniana
  • Tomografia computadorizada
  • Otoscopia
  • Rinoscopia
  • Citologia
  • Biópsia

Observação: A realização e a definição de necessidade de exames complementares são decisões do(a) Médico(a) Veterinário(a). 

Tratamento

O tratamento de eleição é a remoção cirúrgica, que normalmente resulta numa excelente melhora dos sinais clínicos, tornando o prognóstico bom. No entanto, a cirurgia deve garantir que todo o tecido anormal seja retirado, pois caso contrário pode haver novo crescimento no local. Dependendo do estado do(a) paciente, a gravidade dos sinais clínicos e o custo-benefício para o(a) tutor(a), o médico(a) veterinário(a) pode sugerir um protocolo conservador baseado no uso de corticóides.

Prevenção

Não há uma prevenção específica quanto ao crescimento de massas anormais em nariz, ouvido e garganta. O(a) tutor(a) deve estar atento ao aparecimento de sintomas que indiquem problemas nas vias aéreas superiores ou no ouvido. Além disso, é responsabilidade do(a) tutor(a) estar consciente dos cuidados básicos para o bem-estar e saúde de seus animais. O acompanhamento periódico com o(a) médico(a) veterinário(a) garante que seu pet esteja amparado e facilita o diagnóstico precoce de diversas enfermidades. 

Cuidados com a limpeza das orelhas - para que não acumulem sujeiras ou fiquem úmidas por tempos prolongados -, também são importantes na prevenção de otites. Nos quadros de otite, o(a) responsável pelo animal deve seguir corretamente as recomendações do(a) veterinário(a), para que não haja recidivas. Caso o animal apresente quadros recidivos de sintomas respiratórios das vias superiores, uma investigação mais profunda deve ser realizada.

Ao observar qualquer mudança de comportamento ou aparecimento de sinais clínicos, o(a) tutor(a) deve procurar atendimento médico o mais rápido possível. 

Referências Bibliográficas

FRIED, M. P. Pólipos nasais. Versão Saúde para Profissionais. Merck Sharp & Dohme Corp., subsidiária da Merck & Co., Inc., Kenilworth, NJ, EUA. 2017. Disponível em: <https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/dist%C3%BArbios-do-ouvido,-nariz-e-garganta/dist%C3%BArbios-de-nariz-e-seios-paranasais/p%C3%B3lipos-nasais>

NEGREIROS, D. O. Síndrome vestibular em cães e gatos. Monografia (Graduação) em Medicina Veterinária da Faculdade de Veterinária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2012.

ZANATTA, R.; CANOLA, J. C. Avaliação radiográfica e tomográfica dos seios nasais de gatos com doenças sinonasais crônicas. Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.63 no.4 Belo Horizonte Aug. 2011.

Recomendamos levar o seu pet a um médico veterinário para um diagnóstico preciso