Tudo sobre: Pseudociese

Introdução

É uma alteração endócrina em que a fêmea não gestante adota comportamento de fêmea à espera de filhotes. Fêmeas em período de pós-parto ou até mesmo em trabalho de parto também podem ter esse comportamento. Isso ocorre devido alterações hormonais que levam ao aumento de um hormônio denominado prolactina. Afeta cadelas, principalmente, e gatas em menor proporção. 

Fêmeas com recidiva de pseudogestação (ou pseudociese) apresentam grande risco de desenvolver infecção de útero (piometra), condição em que ocorre o acúmulo de pus intrauterino e deve ser tratada com urgência, uma vez que pode levar a paciente ao óbito. 

Geralmente ocorre entre seis a 12 semanas após o cio, podendo estar associada à cópula sem gestação ou estímulo artificial após o cio.

O histórico de não ter ocorrido cópula associado ao quadro clínico já citado, bem como a palpação abdominal já podem sugerir um quadro de pseudogestação. No entanto, em casos que sabidamente ocorreu a cópula, a ultrassonografia é um método confiável de confirmação da existência ou não de feto, no período entre 15 a 17 dias de gestação em gatas, e 18 a 20 dias em cadelas, embora seja mais fácil após 23 dias de gestação, quando os batimentos cardíacos podem ser detectados. A radiografia abdominal também pode ser utilizada por volta dos 45-50 dias após a cópula (devido à mineralização óssea) para descartar ou confirmar a presença de fetos.

Transmissão

-Não se aplica

Manifestações clínicas

Assintomático (muito raro de acontecer)

Sinais clínico podem variar na intensidade (isolados ou em conjunto):

- Secreção mucosa vulvar

- Ganho de peso

- Inquietação/ impaciência

- Desenvolvimento da glândulas mamárias com produção de leite

- Aumento do volume abdominal

- Formação de ninho

- Adoção de objetos ou filhotes de outros animais

Diagnóstico

- Palpação abdominal

- Ultrassonografia abdominal 

- Radiografia abdominal 

Observação: a escolha de quais exames solicitar fica a critério do(a) Médico(a) Veterinário(a), que irá avaliar e adequar sua conduta conforme a situação clínica do paciente. 

Tratamento

O tratamento vai depender da condição clínica da paciente, uma vez que existem casos auto limitantes, em que há resolução dos sinais sem necessidade de intervenção terapêutica.

Em algumas situações, há a necessidade de intervenção, ficando a critério do(a) Médico(a) Veterinário(a) avaliar o quadro clínico juntamente ao histórico para escolher a melhor conduta. O tratamento tem por objetivo reduzir ou extinguir a lactação, bem como tratar a alteração comportamental. A terapia à base de hormônios não deve ser realizada, pois os efeitos colaterais trazem mais prejuízo do que benefícios.

Prevenção

A melhor maneira de prevenir essa alteração é realizar a castração. 

Referências Bibliográficas

NELSON, R.; COUTO, C. Medicina interna de pequenos animais. Elsevier Brasil, 919 p., 2015. JERICÓ, M.; NETO, J.; KOGIKA, M. Tratado de medicina interna de cães e gatos. 4628;4629 p. 2015. SILVA, T. Comportamento sexual de gatas domésticas mantidas sem cópula em clima equatorial semi-úmido. Dissertação. (Mestrado em Ciências Veterinárias) – Universidade Estadual do Ceará, Faculdade de Veterinária. 75 p. 2003.
Recomendamos levar o seu pet a um médico veterinário para um diagnóstico preciso