Tudo sobre: Reações à transfusão sanguínea

Introdução

As transfusões sanguíneas são relativamente comuns na rotina dos médicos veterinários de pequenos animais. É importante tratar sempre a causa primária para que a anemia se resolva, sendo feito o procedimento de transfusão sanguínea para repor temporariamente as células sanguíneas até que o organismo do animal consiga produzir novas células e jogá-las na corrente sanguínea. Os objetivos da transfusão sanguínea são aumentar a capacidade de transporte de oxigênio, fornecer células de defesa e aumentar o volume sanguíneo.

Assim como nos humanos, os cães e os gatos possuem tipos sanguíneos. Os cães apresentam oito grupos sanguíneos e os gatos apenas três. Os cães dificilmente terão reações adversas na primeira transfusão, porém a partir da segunda transfusão isso pode ocorrer com mais facilidade, pois já foram criados anticorpos contra as células do doador na primeira transfusão. Já nos gatos, por possuírem anticorpos naturais, as reações transfusionais ocorrem com mais frequência a partir da primeira transfusão. 

As reações transfusionais são classificadas como imunológicas e não imunológicas, agudas ou tardias. As manifestações clínicas estão associadas à severidade da destruição celular. 

Transmissão

-Não se aplica

Manifestações clínicas

-Aumento da frequência cardíaca

-Aumento da frequência respiratória

-Hemorragias

-Febre

-Hipotermia

-Vômitos

-Petéquias

-Sialorreia

-Vocalização

-Convulsões

-Tremores

-Morte

Diagnóstico

-Observação do animal e monitoramento durante a transfusão e avaliação do hemograma pós-transfusão 48 horas após a realização do procedimento.

Observação: A realização e a definição de necessidade de exames complementares são decisões do Médico Veterinário. 

Tratamento

Em casos de reações transfusionais agudas, o procedimento deve ser interrompido imediatamente e deve ser administrado diurético, agente vasopressor, antiinflamatório esteroidal e pode ser necessário o uso de anti-histamínicos. Em casos mais tardios, o animal precisa ser hospitalizado para observação e os fármacos como o antiinflamatório esteroidal e anti-histamínico devem ser utilizados.

Prevenção

-Realizar teste de compatibilidade sanguínea pré-transfusional.

Referências Bibliográficas

BANSHO, M. T. Transfusão sanguínea em gatos - revisão de literatura. Centro Universitário CESMAC, 2016.

BARRETO, E. P. L. Transfusão sanguínea em cães: revisão de literatura. Universidade Federal Rural do Semi-árido, 2009.

LOURENÇO, A. C. P. Transfusões sanguíneas em cães e gatos: indicações e reações transfusionais. Universidade de Évora, 2013.

Recomendamos levar o seu pet a um médico veterinário para um diagnóstico preciso