Tudo sobre: Tricomoníase

Introdução

A tricomoníase é uma doença parasitária e tem como agente etiológico o protozoário Tritrichomonas foetus, que quando atinge o intestino grosso dos gatos acarreta em uma diarreia crônica. Pode haver infecção subclínica (não há manifestação clínica dos animais).

Essa doença tem maior incidência em gatos que vivem em ambientes estressantes como lojas, feiras de filhotes, abrigos, gatis e casas com alta densidade populacional de animais. 

Relata-se a tricomoníase em gatos de três semanas a 12 anos. Há controvérsias se a idade, raça e sexo dos animais tem relação com o aumento da incidência da tricomoníase, onde alguns autores afirmam haver relação, enquanto outros afirmam não existir. Raças exóticas de gatos, como Somalis, Ocicats e Bengals parecem ter um risco aumentado para a doença clínica.

É comum a co-infecção, ou seja, a presença de T. foetus e outros parasitas no mesmo animal. 

Transmissão

- Fecal-oral

Manifestações clínicas

- Diarreia 

- Fezes de cor amarela-esverdeada, fétida, pastosa a semi-formada, podendo haver muco

- Hematoquezia 

- Flatulência

- Tenesmo 

- Incontinência fecal 

- Prolapso retal

- Ânus com edema, eritema e dor 

Diagnóstico

Associação entre história clínica, exames físicos e laboratoriais 

Exames que o(a) Médico(a) Veterinário(a) pode pedir:

- Esfregaço de fezes frescas

- Cultura fecal 

- PCR

- Biópsia 

Observação: A realização e a definição de necessidade de exames complementares são decisões do(a) Médico(a) Veterinário(a). 

Tratamento

Recomenda-se terapêutica de suporte, além do uso de antiparasitário. 

Prevenção

As medidas de prevenção e controle ajudam a diminuir a transmissão do protozoário, são elas: higienização do ambiente, separação dos animais tratados devido de poder haver animais assintomáticos. Havendo outros felinos, estes devem ser testados para presença de T. foetus

Outra medida é aumentar o número de caixas de areias, evitando compartilhamento da mesma pelos animais. A eliminação de fatores estressante pode reduzir a infecção pelo protozoário. 

Referências Bibliográficas

CARRASCO, L. P. S. Diagnóstico e Tratamento de Tritrichomonas foetus em gatos com diarreia crônica. Dissertação (Mestre em Ciências) – Instituição de Veterinária, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2016. 

ESTEBAN, D. Tritrichomonas foetus como agente etiológico de diarrea en el gato. Clínica Veterinaria de Pequeños Animales, Barcelona, v. 30, n. 2, p. 101-106, 2010. 

JACINTO, Andreia G. Rastreio parasitológico de Tritrichomonas foetus em gatos. Dissertação (Mestrado em Medicina Veterinária) – Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade de Lisboa, Lisboa, 2016. 

NELSON, Richard W. et al. Medicina Interna de Pequenos Animais. Ed. Elsevier, ed. 5, cap. 40, 2015. 

VILANI, Maria, P. et al. Tritrichomonas foetus em felinos domésticos – revisão bibliográfica. Revista Eletrônica Biociências, Biotecnologia e Saúde,Curitiba, n. 2, mai./ago., 2015.

Recomendamos levar o seu pet a um médico veterinário para um diagnóstico preciso