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Boas práticas no uso e oferecimento de brinquedos para cães

Há muitos e muitos anos, os cães ganhavam ossos para distração. Os brinquedos foram introduzidos quando as raças menores ganharam os nossos sofás. Como a indústria pet não era essa efervescência de hoje, o jeito era apelar para os brinquedos de bebê humano.

Assim, os primeiros brinquedos caninos eram de borracha, com apito dentro e pelúcias. Exatamente os mesmos objetos que encontrávamos na sessão infantil. Por muitos aos anos, esses foram os únicos modelos disponíveis. Depois chegaram os ossos e derivados de couro de boi.

Como todo pioneirismo, a ideia desse tipo de diversão para cães ainda é mantida até hoje. Mesmo com diversos conteúdos mostrando os perigos de cada item ao ser ingerido. Mas o grande problema não é o material, mas a forma de o cão de brincar.

Qualquer brinquedo é potencialmente perigoso ao cão, se ele não souber como utilizar e não estiver sob supervisão. E esse é o grande segredo do sucesso. Sempre que você oferecer um brinquedo novo ao seu cachorro, você deve ficar de olho para ver como ele vai interagir com a novidade.

Na minha mala de atendimento, eu tenho todo tipo de brinquedo. Tudo para ver a preferência do cachorro. Tenho aquelas pelúcias tidas como indestrutíveis, mas já destroçadas por um rottweiler. Também tenho alguns de borracha mole, com apito. Tidos como proibidos, devido ao potencial de engasgos, ainda é o preferido dos pequenos. Mas na maioria, dou preferência por brinquedos desenvolvidos por especialistas e pesquisadores do comportamento canino

Mesmo aquele tido como o melhor e mais indestrutível brinquedo deve ser oferecido sob supervisão, pelo menos na primeira vez.

dois Labradores deitados em um gramado, com brinquedos na boca

Meu cachorro destrói todos os brinquedos

Quando eu chego para atender, peço para ver os brinquedos que o cão já tem. Normalmente são poucos e o tutor já se justifica: “eu comprava muitos, mas ele destruiu todos e eu parei de comprar”. Eu não sei quem divulgou a ideia de que brinquedos devem durar por toda eternidade. Não!!! Brinquedo foi feito para ser destruído, mesmo. Essa é a função dele.

O que ajuda a diminuir esse potencial destrutivo do cão é oferecer uma pelúcia com um mordedor, por exemplo. Já que a necessidade de roer vai ser focada no mordedor e vai preservar a pelúcia. Mas essa combinação deve ser trocada todos os dias. Se for sempre o mesmo mordedor, o cão poderá enjoar e preferir destruir a pelúcia.

“Meu cachorro não gosta de nenhum brinquedo”

Eu adoro chegar no atendimento e ouvir: “meu cachorro não gosta de brincar. Já tentei de tudo”. No segundo seguinte, eu ofereço algo para o cão e ele começa a brincar loucamente. Eu escondo, mas rio internamente por contradizer o tutor. 

Na verdade, não é que o cão não goste de brincar. Mas ele só foi apresentado a brinquedos e brincadeiras que ele não tem interesse. Isso normalmente ocorre em casa lotada de pelúcia, bolinhas e brinquedos com apito. A forma como o tutor costuma provocar o cão para brincar é jogando o brinquedo para o cão pegar.

Uma grande parte dos cães odeia brincar de pegar e devolver brinquedo. São tantas outras possibilidades mais interessantes, como cabo de guerra, destruição, esconde-esconde, fuçar, lamber etc. 

Para saber qual o brinquedo favorito do seu cachorro, você deve investir em diversas opções e testar. Por isso que eu levo duas malas lotadas de opções nos meus atendimentos. Assim, eu já sei o que indicar ao tutor, sem que ele precise ficar testando tudo.

Se você ainda não sabe o que interessa seu cachorro, compre umas quatro ou cinco opções de diferentes tipos de brinquedos. Aqui vão algumas categorias: 

  • Pelúcia
  • Mordedor
  • Brinquedo recheável
  • Tabuleiro
  • Tapete de lamber 
  • Tapete de fuçar ou interativo
  • Cordas
  • Bolas

Brincar é um ato de extrema importância ao desenvolvimento físico, social e cognitivo do cão. Brincar é muito mais do que gastar energia, mas executar comportamentos naturais. E é nossa responsabilidade oferecer esse tipo de atividade para garantir o bem-estar dos peludos.

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Sobre o autor

Luiza Cervenka

Luiza Cervenka é bióloga, com mestrado em Psicobiologia (comportamento animal), Pós-graduação em Jornalismo e doutoranda em Medicina Veterinária. Assina o blog Comportamento Animal do Estadão e tem quadro pet no Programa Revista da Manhã na TV Gazeta. Atende cães e gatos como Terapeuta Comportamental.

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