Fraturas em Répteis

Muitas pessoas optam por répteis como bichinhos de estimação, que como qualquer outro pet pode se envolver em acidentes que causam fraturas. Os répteis silvestres também podem passar por isso, pois ao atravessarem pistas para se deslocarem em busca de alimentos, muitas vezes são atropelados. Infelizmente, isso é muito frequente nas estradas brasileiras, além de que poucos motoristas param para socorrer o bichinho ferido.

Alguns direitos reservados por Sam Calma

Os répteis estão muito suscetíveis a fraturas por atropelamento, queda ou mordida de cães.

Além do atropelamento por carros ou por crianças andando de bicicleta no quintal da casa, esses pets podem sofrer fraturas por queda, seja no meio natural ou em um acidente doméstico, por exemplo, alguém que segura o animal com medo e o deixa cair das mãos. Para evitar que ninguém se machuque, além de garantir a integridade física do animal e de quem o está segurando, os animais devem ser segurados firmemente com as mãos envolvendo o casco e o plastrão.

Nos tigres d’água e nos jabutis, a fratura de plastrão (parte de baixo do casco) e de carapaça são muito frequentes. Nos pequeninos, o atropelamento por bicicletas podem ocorrer e quebrar o bichinho inteiro, sendo que nos maiores, o atropelamento por motos é que costumam causar a fratura. Há também as fraturas causadas por mordida de cães, que podem transformar o bichinho em brinquedo e fraturar seu exoesqueleto. Isso causa muita dor e sofrimento ao animalzinho e o tratamento precisa ser feito o mais breve possível, pois com a carapaça quebrada, o osso dele fica exposto e o risco de inflamações é enorme.

Se a tartaruga, jabuti ou tigre d’agua sofreu algum acidente desse tipo, ele deve ser levado ao médico veterinário para ser examinado e tratado o mais breve possível. O tratamento é longo e feito com o uso de bactericidas tópicos por alguns dias, seguidos de curativo feito com resina. A resina usada, além de proteger o local das contaminações bacterianas e outras lesões, é à prova d’água, ou seja, o animal poderá nadar sem problemas. Em casos mais graves, o procedimento cirúrgico se faz necessário e o prognóstico depende da existência de lesões em órgãos vitais, da intensidade da hemorragia e se o animal está em choque.

No caso dos lagartos e iguanas, a fratura mais comum é nas patinhas dos bichinhos, também causados principalmente por atropelamentos e quedas. Em acidentes desse tipo, o pet precisará ser examinado e se necessário, ser submetido a um exame de raio X para o diagnóstico correto do problema. A imobilização do membro fraturado é necessária, e a contenção do animal deve ser feita segurando a cabeça e a cauda dele durante o procedimento.

Para evitar estes acidentes, alguns cuidados devem ser tomados. O dono deve evitar ao máximo que o animal fuja com o auxílio de habitats com aquecedores, além de acessórios, ração e suplementos adequados para criá-lo em um viveiro especial ou quintal, mas de maneira que ele esteja protegido desses riscos. Qualquer pessoa que for manusear o animal deve tomar cuidado para não deixa-lo cair para que não se machuque.

Sobre o autor

Bruno Oliveira

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