OK!
> Boas Práticas > 8 dicas para cuidar de pets idosos

8 dicas para cuidar de pets idosos

Por Danielle Lima -

Alguns dos seus hóspedes podem já estar na fase senil. Confira algumas dicas para cuidar com segurança desses pets.

Os pets também envelhecem e são impactados por diversas mudanças por causa da idade. É muito importante entender esse processo e ajudá-los a passar pela velhice com muito conforto e amor.

Como identificar que o pet chegou à velhice?

Além dos pelos que começam a ficar brancos na região dos olhos e do focinho, diversos fatores devem ser levados em consideração, como o histórico de saúde do animal e a raça. 

Apesar da idade, você deve ter em mente que um pet idoso não é um animal doente. Muitos continuam ativos e saudáveis. A velhice, na verdade, está relacionada a cuidados extras, prevenção e algumas limitações. Confira 8 dicas para cuidar de um pet idoso e recomendações sobre a hospedagem.

1. Alimentação

Pets idosos têm o ritmo da digestão e da absorção de alimentos diminuído. Isso faz com que eles precisem se alimentar com uma porção diária de ração de fácil digestão, além de ter uma alimentação mais saudável e rica em proteínas.

Para pets que já estiverem sem alguns dentes ou com problemas dentários, o ideal é apostar em alimentos mais pastosos para melhor digestão e facilidade de se alimentar. Você pode, inclusive, esquentar um pouco de água e colocar na ração para que ela amoleça.

É importante observar se o pet está realmente comendo. Se ele ficar por volta de 12 horas sem se alimentar, fique de olho e comunique o tutor. Se o prazo se estender para 24h, leve-o ao veterinário o quanto antes.

2. Mobilidade

Em decorrência da idade avançada e dos problemas que podem vir com ela como artrite e  artrose, os pets podem ficar com a mobilidade reduzida. É importante entender isso pois um pet idoso não irá circular, correr e brincar tanto quanto outros.

Seja cauteloso com escadas, sofás, camas e poltronas. Sempre questione ao tutor se o pet pode ter acesso a esses móveis ou se você deve restringir. Na hora de subir ou descer, eles podem sentir dor ou se machucar. Fique sempre atento para ajudá-los a se movimentar pela casa. Evite deixar móveis e objetos pontiagudos ao alcance deles. Por não enxergarem tão bem, por exemplo, podem acabar batendo nos móveis e se machucar.

Tente manter a caminha ou casinha próxima ao comedouro e bebedouro. Lembre-se de também facilitar o acesso para o local onde ele faz as necessidades. Cães idosos podem ter dificuldade para se ambientar a um novo espaço e fazer as necessidades no lugar errado. Tenha isso em mente e seja paciente com seu hóspede! Ele não fará por mal, mas pode acabar fazendo sujeira onde não deve e você precisa estar ciente e compreender essa situação.

3. Passeios, brincadeiras e atividades

Justamente pela questão da mobilidade, a rotina de atividades do pet também muda. Mesmo com a idade avançada, se estiver em boas condições, o pet deve seguir com seus passeios e brincadeiras, conforme orientado pelo tutor.

Para pets que sempre foram ativos é super importante manter a rotina de atividades. Isso o ajudará a se exercitar e a manter o peso. Se ele não for acostumado a fazer exercícios com frequência, não force nenhum tipo de esforço físico diferente de sua rotina com o tutor. 

4. Hora do sono

Pets idosos tendem a dormir mais e passar mais tempo deitados. Por isso, não espere que um pet idoso tenha a mesma disposição que um animal mais jovem. Ele provavelmente irá querer repousar mais e ficar no seu próprio cantinho. Saiba respeitar as sonecas dele!

5. Exposição à mudança de temperatura

Eles também são mais sensíveis a mudanças bruscas de temperatura. Por isso, mantenha a caminha e os pertences deles sempre em locais arejados, longe de correntes de vento e de contato direto com o sol. Isso ajudará a evitar possíveis doenças.

6. Convivência com outros pets

Alguns pets podem querer evitar o contato com outros animais, tanto pela questão da mobilidade quanto por não terem mais tanta disposição. Por isso, evite deixá-los com pets muito agitados, brincalhões ou que não estejam acostumados a conviver com um “vovô”.

Isso pode estressar o pet mais velho, cansá-lo e até fazer com que ele tenha atitudes agressivas por se sentir acuado ou com o espaço invadido.

7. Rotina de visitas ao veterinário

Assim como os humanos, pets idosos também podem precisar ir ao médico com mais frequência para acompanhar o estado de saúde e fazer exames periodicamente. O ideal é que eles passem por consultas no veterinário pelo menos de 6 em 6 meses. Isso ajudará a detectar e prevenir possíveis doenças decorrentes da idade.

Questione sempre ao tutor sobre o histórico de saúde do pet que você irá hospedar.

Lembre-se, também, de perguntar ao tutor se o pet faz uso de algum tipo de medicação (oral ou injetável). Caso sim, você deverá dá-la ou aplicá-la seguindo rigorosamente as instruções do tutor.

8. Muito amor e paciência

Todos nós, sem exceção, humanos ou animais, chegaremos num ponto da vida em que teremos limitações. Por isso, seja muito paciente com esse pet! Entenda que ele está numa fase nova e que também está se ambientando a ela. Toda a sua atenção e seu amor serão necessários para que você e o pet aprendam um pouco mais sobre os cuidados na “melhor idade” e passem por essa fase sendo mais companheiros do que nunca!

Por Danielle Lima

Escrevo desde criança, mesma época em que nasceu o amor pela leitura, por cães e pela natureza. Tutora da Tina e do Thor (meus eternos petloves), madrinha oficial do Shrek (novo membro da família) e de outros pets em abrigos.

Veja todas suas publicações

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cadastre-se e fique sabendo das novidades antes de todos!