O que é um cachorro comunitário?

“De quem é este cachorro”? A pergunta que todo mundo ouviu ou já fez andando pelas ruas ajuda a explicar o que é um cachorro comunitário.

Infelizmente, a resposta “não é de ninguém” é comum para a pergunta acima, afinal, o Brasil conta com quase quatro milhões de pets em situação de rua, segundo dados do Instituto Pet Brasil (IPB). Mas, você já presenciou casos nos quais um cachorro recebe cuidados de toda uma comunidade, mesmo sem morar na casa de uma única família?

Pois bem. Este pode ser considerado um caso de “cachorro comunitário”, um método antigo de adoção coletiva e que é até previsto em Lei em alguns Estados brasileiros como São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Os cães de rua que recebem alimentação são comunitários?

Não necessariamente. Aos olhos da Lei (e do bom senso também) para que um cão seja considerado comunitário é necessário que ele tenha um vínculo de dependência com as pessoas daquela localidade que se propõem a oferecer todas as condições para que o animal possa ter uma vida saudável.

E como você sabe, a alimentação balanceada e diária é apenas um dos ingredientes para uma boa qualidade de vida dos cachorros, que precisam de carinho, atenção, cuidados médicos e de higiene periódicos, vacinação em dia e administração frequente de antipulgas

Imagine um grupo de moradores de uma vila que de repente se depara com um cachorro vagando pela vizinhança. Por enquanto, ninguém quer ou tem condições de adotar o pet, mas algumas pessoas se propõem a ajudá-lo a viver bem e seguro enquanto o peludinho não encontra uma nova família.

Se um dos moradores providenciar um local para o cão dormir, outro cuidar da alimentação, um vizinho fazer ou agendar o banho e tosa e uma outra vizinha sempre tirar um tempinho do dia para passear e brincar com o novo xodó, este cachorro poderá ser considerado um cachorro comunitário.

Independentemente se cada um terá responsabilidades fixas ou se as pessoas se organizarão para dividir os afazeres, o importante é que o cachorro seja bem assistido pela comunidade e possa desfrutar de uma vida mais feliz e saudável ao lado da sua família, que depois de tanto amor e carinho, nunca deixará de ser gigante!

Sobre o autor

Anderson Mafra

Anderson Mafra

Jornalista apaixonado por animais, comunicação, música e não perde um concurso cultural (na verdade já perdeu vários). Curioso de mão cheia, quer saber sempre mais e compartilhar conteúdo, dicas e curiosidades do mundo pet. É um petlover assumido, sem chance de reabilitação.

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