Como evitar fugas e o que fazer se uma acontecer

Saiba como prevenir fugas e como agir caso o pet escape.
Sim, fugas de pets podem acontecer com você! Os pets podem escapar da sua casa, durante um passeio ou, até mesmo, durante um pet sitter. Eles não fazem por mal, mas em diversas situações podem tentar escapar enquanto estiverem sob os seus cuidados. Por isso, tenha em mente que eles podem ser mais ágeis e espertos do que você imagina, e você precisa se preparar para evitar que essas fugas aconteçam.
Quando um animal foge, ele fica exposto a diversos riscos: ser atropelado, contrair doenças, ser pego por outra pessoa, se machucar seriamente ou até mesmo não ser encontrado. Casos de fuga são extremamente sérios por todo o trauma que causam ao tutor, ao animal e ao herói. Além de oferecer um serviço excelente e manter a rotina dos pets, uma das principais responsabilidades de um herói Petlove é zelar pela segurança deles. Assim, é importante que você saiba que o risco existe e se prepare para todo tipo de situação.
Principais motivos de fugas
Os animais podem tentar escapar por diversos motivos: estarem com ansiedade de separação, estarem entediados, serem atraídos por barulhos e sons diferentes, estarem com medo, quererem seguir outro animal que está passando na rua, se sentirem “abandonados” por serem deixados pelos tutores em outro local. Ou seja, quando o tutor se ausenta, ele está “se separando” do animal e alguns deles não sabem lidar muito bem com essa situação, principalmente se for a primeira vez que ficarão longe dos tutores.
No caso dos cães, um outro fator que pode influenciar na tentativa de fuga é se ele brigar com outro cachorro que esteja no mesmo território. Cães que brigam são mais propícios a fugir pelo desconforto de permanecer no mesmo ambiente com o outro cão. Por isso, cuidado com as brigas.
Já os gatos, por serem muito curiosos e participativos, podem aumentar as tentativas de fuga ao explorar o novo ambiente.
Para assegurar que o pet não fuja, você deve se atentar às seguintes situações:
Hospedagem e creche
Antes de aceitar qualquer serviço, sempre pergunte se o hóspede possui histórico de fuga (se já tentou fugir alguma vez e em qual situação). Essa informação prévia te dará uma noção melhor de um possível comportamento do pet que irá receber.
No primeiro dia de hospedagem, nossa recomendação é que você não leve o hóspede para passear. Ele ainda estará em período de adaptação por estar em um local diferente com uma pessoa que ele não conhece e pode encarar o passeio como um momento de se desvencilhar dessa situação.
Se o pet não for acostumado a passear, não o leve. Ele pode estranhar o ambiente, as pessoas e os animais ao redor, se sentir acuado e tentar escapar. Essa medida de precaução serve, também, caso você perceba que a guia ou a coleira não estão totalmente seguras ou apresentam algum defeito. E, lembre-se: passeios durante a hospedagem ou creche, somente com a autorização do tutor.
Quando você estiver hospedando mais de um pet , antes de levá-los para um passeio, avalie se será viável levar todos ao mesmo tempo e em segurança. Caso não, faça turnos de passeios levando-os separadamente.
Passeios
Antes de levar o pet para passear numa hospedagem/creche, certifique-se de que:
- O pet está com a placa de identificação na coleira. Ele está acostumado a passear;
- A coleira está bem colocada e a guia está bem presa a ela;
- O equipamento está em boas condições;
- O local do passeio é apropriado e seguro.
Caso o pet faça uso da coleira do tipo enforcador ou semi-enforcador, lembre-se que deve haver uma coleira de pescoço junto, para o caso dele conseguir se desvencilhar do enforcador.
Importante: em nenhuma hipótese passeie com o pet sem guia, mesmo que com o tutor ele passeie assim. Estando com outras pessoas, os pets podem não se comportar como de costume.
Para ajudar a fazer passeios seguros, faça o treinamento Superpasseios da Escola de Heróis.
Principais causadores de fugas
Rotas de fuga em casa
Você precisa fechar todas as possíveis rotas de fuga que a residência possua. Isso vale para:
- Portões e cercas vazados sem tela de proteção;
- Casas em condomínios fechados que não possuam muro ou cerca;
- Muros ou cercas muito baixos;
- Portas de vidro;
- Janelas sem tela de proteção (a grade de proteção não é eficaz, principalmente se tratando de gatos e cachorros muito pequenos);
- Frestas em qualquer tipo de portão/janela/cerca;
- Buracos nos muros e paredes;
- Jardins e canteiros com acesso ao lado de fora da rua (o pet pode cavar um buraco e sair);
- Fresta formada pelo espaço entre o chão e o portão.
Todos esses espaços devem ser vedados ou devidamente fechados para que os pets não consigam sair. O que para você pode parecer um espaço pequeno demais para que ele consiga passar, para ele, com um pouquinho de esforço, pode ser o suficiente para sair.
Não se engane: cachorros muito peludos como Spitz Alemão, Shih Tzu, Lhasa Apso, Golden, Chow chow e Poodle podem passar a falsa impressão de que são grandes demais para passarem em pequenas frestas. A camada de pelo desses animais é grande e o corpinho deles é bem menor do que realmente enxergamos. Então cuidado! Frestas com mais de 2cm podem ser, sim, uma rota de fuga para esses peludos.
Lembrando que sempre que, se o pet estiver em um quintal ou qualquer tipo de área externa com acesso a porta/rua, ele deve estar sob sua supervisão, mesmo se o portão tiver tela. Nunca deixe o pet livre nessas áreas se você não estiver com ele. Se o pet estiver estressado ou for arteiro mesmo, ele pode roer a tela enquanto você não está supervisionando e conseguir fugir mesmo assim.
Entrada e saída frequente de pessoas
Se na sua residência o fluxo de entrada e saída de pessoas é alto, se você mora em uma casa compartilhada ou se você recebe visitas com frequência, redobre a atenção. Mantenha sempre as portas fechadas e indique que todos façam o mesmo. A responsabilidade com a segurança do pet é sua e todos que terão acesso a casa devem estar cientes sobre as regras de prevenção à fugas.
Seja cauteloso, também, na hora de entrar e sair com o carro da garagem e carregar sacolas para dentro de casa, pois qualquer distração, porta ou portão semi aberto será o bastante para que o pet escape.
Eles também são mais propícios a fugir quando estão no cio (para reprodução) e durante comemorações, jogos de futebol e festas de fim de ano quando, geralmente, as pessoas soltam fogos de artifício. Isso pode assustá-los e fazer com que fujam para encontrar um local seguro. Em ambas as situações, mantenha-os dentro de casa e esteja sempre perto para supervisioná-los e acalmá-los. Nunca deixe os pets sozinhos!
Sempre ao entrar e sair de casa seja cuidadoso com as portas e portões, não subestime a rapidez do pet!
O pet fugiu! O que fazer?
Fique calmo! Mesmo com todos os cuidados, pode ser que o pet consiga escapar e nesse momento você precisa seguir os seguintes passos:
- Vá atrás dele imediatamente. Caso você aviste o pet e ele esteja muito amedrontado: não corra atrás dele. Isso o fará correr de você, correndo o risco de ser atropelado ou de você não conseguir pegá-lo. Tente atraí-lo se abaixando e usando petiscos e/ou chamando-o pelo nome;
- Se não conseguir alcançar, pegar o pet ou perdê-lo de vista, entre em contato imediatamente com a nossa equipe, e depois volte a procurá-lo. Assim que ficarmos sabendo, vamos ajudar você a encontrá-lo;
- Leve alguém com você para fazer as buscas: com mais de uma pessoa a área abrangida será maior. E anote as ruas que vocês passarem para maior controle da dimensão da área rodeada;
- Faça o trajeto pelas principais ruas e avenidas até a casa do tutor, caso você saiba o endereço. Alguns pets tendem a voltar para casa quando fogem;
- Passe em locais comerciais, mostre uma foto do animalzinho e, se possível, deixe petiscos para que eles possam te ajudar a atrair o pet caso o encontrem;
- Caso você tenha feito esses passos e não tenha conseguido recuperar o animal e tenha perdido ele de vista, entre em contato conosco. A Petlove estando ciente do ocorrido, te orientará sobre os próximos passos a serem seguidos;
- Em paralelo, entre em contato com o cliente e informe sobre o ocorrido. É de sua responsabilidade noticiar a fuga e deixar o cliente ciente de tudo que aconteceu e sobre os locais que você já procurou;
- Após você noticiar a fuga ao cliente, a Petlove entrará em contato com o cliente para informá-lo que já estamos cientes da situação e iremos discutir os próximos passos que serão tomados;
- A Petlove possui um plano de ação em casos de fuga, elaborado por especialistas em comportamento animal. Esse plano será repassado a vocês por nossa equipe e a equipe especialista acompanhará o caso com vocês.
Um ponto importante nesses casos é a forma como você se comunica com o cliente. Ele pode estar reativo pela preocupação com o pet. Ter empatia e cuidado com as palavras é fundamental.
Tenha em mente três coisas:
1) Prevenção
Qualquer situação delicada é melhor prevenir do que tratar. Por isso, elimine qualquer possível rota de fuga de casa e dobre a atenção durante os passeios.
2) As primeiras 24h
As primeiras 24h são fundamentais para encontrar o pet perdido. Por isso, caso aconteça, vocês devem sair para procurá-lo imediatamente e avisar a Petlove o quanto antes.
3) Placa de identificação
Pets com placas de identificação nas coleiras têm mais chances de serem encontrados e devolvidos. Fale da importância disso com os clientes, principalmente quem costuma passear com os pets. Isso vale para cães e gatos.
Dica valiosa: tenha sempre com você uma plaquinha genérica, com o seu nome e telefone. Assim vocês conseguem colocá-la nos pets que não têm placa de identificação na coleira.
Lembre-se que você está cuidando do pet de outra pessoa que, muitas vezes, é tratado como filho. Seja um verdadeiro herói: zele pela saúde e pela segurança dele.
Importante colocar os nossos dados nos dogs que vem sem identificação, vou providenciar.