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Diabetes em cães: como lidar com o problema?

O diabetes em cães é uma doença causada pela produção insuficiente de insulina pelo pâncreas.

Por Danielle Lima -

O diabetes mellitus é uma doença que acomete pessoas e animais. É causada pela produção insuficiente de insulina pelo pâncreas, glândula que faz parte do sistema digestório e endócrino. A falta desse hormônio no organismo causa diversos sinais clínicos resultantes da diabetes canina. A insulina permite a entrada de glicose (açúcar) nas células do corpo, transformada em “energia” para o organismo. Quando isso não acontece, a glicose se acumula no sangue. Esse fenômeno é conhecido como hiperglicemia (hiper: “muito” e glicemia: “concentração de glicose no sangue”). Grande parte dos cães acometidos pelo diabetes são idosos ou adultos (após os 5 anos). O diabetes em cães é mais frequente nas fêmeas. Estudos apontam que algumas raças podem ser mais predispostas ao desenvolvimento da diabetes canina: poodle, schnauzer, labrador, pinscher, pug, spitz alemão, dachshund, cocker, bichon frisé, entre outros.

Sintomas

Conheça os principais sintomas do diabetes em cachorro:

  • Alta produção de urina (poliúria)
  • Sede em excesso (polidipsia)
  • Aumento exagerado do apetite
  • Perda de peso progressiva

Com o desenvolvimento da doença e sem o tratamento adequado, outros sinais clínicos podem surgir:

  • Perda da visão pela ocorrência de catarata
  • Apatia
  • Hálito forte
  • Vômito
  • Perda de apetite
  • Perda muscular
  • Coma

Causas

Entre os fatores de risco para ocorrência do diabetes em cães estão: genética do animal, obesidade, pancreatite (inflamação do pâncreas), administração inadequada de medicamentos e outras enfermidades relacionadas ao metabolismo do cachorro (como a hiperlipidemia, que é o acúmulo de gordura no sangue). Em outras palavras, animais com sobrepeso devido à alimentação exagerada e desequilibrada, estressados e sem atividade física regular são o maior grupo de risco. Afinal, este é um dos principais problemas da maioria dos cachorros hoje, que vivem em locais cada vez menores e não são estimulados a fazer exercícios diariamente.

Como acontece

Quando a glicose não chega às células, se acumula no sangue, causando a hiperglicemia. Assim, esta situação gera a necessidade de eliminar o açúcar pela urina, aumentando a sua quantidade. Como consequência, os cães sentem mais sede e bebem muita água. Então, como não estão conseguindo aproveitar a glicose de maneira correta para produzir energia para o organismo, sentem mais fome e acabam perdendo peso e músculos. Em muitos casos, o cachorro com diabetes chega ao consultório já apresentando algum problema na visão decorrente da catarata. Em outros, o tutor relata que o cão está sempre com muita fome e, apesar de comer bem, perde peso progressivamente. Também é comum notar o aumento da quantidade de água ingerida e o aumento da frequência de xixi.

Tratamento

Diagnóstico

Ao identificar uma das manifestações clínicas da doença, o tutor deve levar o cachorro para uma avaliação do médico veterinário. Se possível, o ideal é procurar atendimento especializado em endocrinologia, pois existem outras doenças que causam sintomas semelhantes. O diagnóstico é confirmado após exame clínico e laboratorial. Para tal, o veterinário mede a glicemia (o nível de açúcar no sangue no momento, que deverá estar aumentado) e solicita um exame de urina (para confirmar a presença de glicose, que não aparece em animais saudáveis). Antes de fechar o diagnóstico, poderá solicitar o acompanhamento da glicemia do animal durante algumas horas e em jejum.

Tratamento

Uma vez confirmada a doença, se inícia o tratamento do cachorro. Neste momento, é fundamental o comprometimento do tutor para que o pet possa ter a doença estabilizada. O objetivo será manter as concentrações de glicose em níveis ideais no sangue, evitando picos ou quedas. Também será importante reduzir ao máximo os sintomas do diabetes em cães, como a sede e a fome em excesso, bem como a alta produção de urina e a perda de peso. O diabetes em cachorro é tratado com a aplicação de insulina, em geral duas vezes ao dia, e com uma alimentação adequada.

Alimentação

A meta é que o cachorro coma a quantidade indicada pelo veterinário, com hora para cada refeição, e não receba nenhum petisco ou alimento fora da dieta. Para isso existem as rações específicas, com a composição do menu diferente da de um cão saudável. O cardápio para tratamento do diabetes em cães inclui uma combinação com baixos níveis de carboidratos (açúcares) e gordura e maior teor de proteína (de alto valor biológico) e de fibras. A dieta e a medicação precisam ser indicadas por um profissional – nunca tente tratar o cão sem a devida orientação.

Prevenção

A prevenção do diabetes, mesmo se tratando de uma uma doença de origem genética, é possível. Portanto, o tutor deve se preocupar em oferecer uma vida mais saudável ao seu cão, com alimentação controlada (sem abusar dos petiscos!), exercícios regulares e acompanhamento veterinário.

Por Danielle Lima

Escrevo desde criança, mesma época em que nasceu o amor pela leitura, por cães e pela natureza. Tutora da Tina e do Thor (meus eternos petloves), madrinha oficial do Shrek (novo membro da família) e de outros pets em abrigos.

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