Grupo de passeio com cães visa saúde mental dos pais humanos
Segundo pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 120 milhões de pessoas sofrem de depressão em todo o mundo, sendo a quarta principal causa de incapacitação. E pode piorar, já que a organização estipula que até 2030, ela será o mal mais prevalente na Terra, à frente de câncer e de algumas doenças infecciosas.
A doença não deixa marcas aparentes, não pode ser descoberta por meio de exames de imagem e geralmente seus sinais são confundidos com uma tristeza comum. Para quem foi diagnosticado com depressão, uma boa alternativa é expor o sentimentos para alguém. Isso não apenas auxilia a saúde mental, mas também reduz os sintomas de ansiedade, podendo ser uma importante arma contra o problema.
Apesar de ser algo simples, muitas pessoas não conseguem expor, de fato, os sentimentos para terceiros, sobretudo os homens. À vista disso, Rob Osman resolveu compor um grupo de passeio com cães para estimular homens a falarem de suas emoções.
Morador de Bristol, no sudoeste da Inglaterra, Rob lutou contra a depressão e a ansiedade social no passado. Para ele, sua cachorra, Mali, foi quem conseguiu reverter sua situação. “Imagine a cena. É um daqueles horríveis dias frios e úmidos e frios e ruins que fazemos tão bem no Reino Unido. Mas tem a minha cachorra, ela não se importa que eu me sinta um lixo hoje. Ela não se importa que o tempo esteja ruim, ela só quer sair e brincar comigo. E você sabe, essa foi a melhor terapia que já tive”, disse.
Atualmente ele é o responsável por organizar o Dudes & Dogs, que não somente estimula os homens a gostar de coisas simples, como uma caminhada com seu filho de quatro patas, mas também cria um ambiente seguro e sem julgamentos, para que juntos possam falar sobre seus sentimentos, de forma simples e sem nenhum tipo de “dor”.
Para Rob Osman, o próprio ambiente ajuda esta troca, pois é ao ar livre e ninguém é obrigado a olhar diretamente para ninguém, como acontece em reuniões conjuntas ou em terapias. “É uma boa maneira de fazer isso, porque você não precisa se olhar nos olhos. Cada um está no seu ritmo e não há expectativa de que eles tenham que conversar – pode ser que eles apenas ouçam alguém”, afirmou.



