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Hepatite infecciosa canina: o que é, sintomas e tratamento

A hepatite infecciosa canina, também conhecida como Doença de Rubarth, é uma inflamação no fígado dos animais, principalmente os mais jovens. A doença é causada por um vírus conhecido por ser altamente resistente no ambiente.

Por Danielle Lima -

A hepatite infecciosa canina, também conhecida como Doença de Rubarth, é causada pelo adenovírus canino tipo 1 (CAV-1). Esse agente é responsável por uma inflamação no fígado dos animais, principalmente os mais jovens. O vírus é conhecido por ser altamente resistente no ambiente. Ou seja, nem se abala diante de alguns produtos usados para desinfecção. Além disso, o diagnóstico é bem complicado, podendo ser um desafio em muitos casos.

Você sabia?

A hepatite infecciosa canina é causada pelo adenovírus tipo 1 (CAV-1), enquanto o adenovírus tipo 2 (CAV-2) causa a tosse dos canis, uma doença respiratória comum em cães confinados. Enquanto o vírus CAV-1 se desenvolve e lesiona as células do fígado, chamadas de hepatócitos, o tipo 2 tem um papel relevante no desenvolvimento da infecção das vias aéreas superiores (traqueobronquite infecciosa canina), ao lado do vírus da parainfluenza canina e da bactéria Bordetella bronchiseptica.

Sintomas

A hepatite infecciosa canina tem sinais clínicos que podem se manifestar de diferentes formas, de acordo com a intensidade do quadro.

Hiperaguda

A evolução é rápida a ponto da hepatite infecciosa canina ter os sintomas sequer notados, com a morte do animal em um período curto (entre 24 e 48 horas). Nestes casos, em geral, o curso da doença é tão acelerado que o cachorro parece ter sido envenenado.

Aguda

É a hepatite infecciosa canina com sintomas mais aparentes e que podem durar cerca de 7 dias. Entre eles, se destacam os listados abaixo.

  • Febre
  • Depressão
  • Falta de apetite
  • Diarreia
  • Fezes com sangue
  • Sangramento nasal
  • Mucosas pálidas
  • Vômito
  • Aumento de volume nos linfonodos (gânglios linfáticos)
  • Alterações neurológicas em casos mais graves (convulsões, andar em círculos, cegueira, vocalização, desorientação, coma)
  • Edema de córnea, conhecido como “olho azul da hepatite”, geralmente com surgimento após vacinação ou cura do animal

Subclínica

A forma mais branda. Geralmente, o cachorro não apresenta sintomas ou tem apenas manifestações muito leves.

Causas

A hepatite infecciosa canina é causada por um vírus conhecido com adenovírus (adenovírus canino tipo 1 ou CAV-1). Em cães, a presença da doença e, portanto, dos sinais clínicos causados pelo adenovírus acometem mais os filhotes que acabaram de nascer (neonatos), jovens (com idade inferior a dois anos) ou outros cachorros que têm a imunidade comprometida por outras enfermidades.

Transmissão e diagnóstico

A transmissão do vírus ocorre por meio do contato com as secreções de animais infectados (principalmente a urina). Esta contaminação se dá apenas entre os cães, não sendo, portanto, um risco para os tutores e outros pets. Ou seja: se você se pergunta se a hepatite infecciosa canina pode ser transmitida para uma pessoa, a resposta é não. Mesmo com a presença da doença no Brasil, os animais podem ser portadores do vírus mas não desenvolverem os sinais clínicos, com quadros considerados brandos. Assim, a forma fatal da hepatite infecciosa em cães é uma condição incomum por aqui. O diagnóstico da doença é baseado na história clínica e em exames complementares. A suspeita é maior com os animais jovens (menos de 1 ano) e não vacinados.

Tratamento

A hepatite infecciosa canina tem tratamento, que ameniza os sintomas no animal. Para isso, o médico veterinário irá indicar medidas de suporte como a fluidoterapia por meio da aplicação de soro, que ajudará a melhorar a hidratação do cachorro.  Essas medidas são mantidas até que os sinais clínicos sejam eliminados. Podem ser recomendados medicamentos para inibir o vômito e para facilitar a recuperação do fígado, transfusão de sangue e antibióticos para evitar infecções bacterianas oportunistas.

Evitando a doença

Os animais infectados devem ser isolados e os objetos e ambiente precisam passar por limpeza e desinfecção. O adenovírus tipo 1 (CAV-1) pode sobreviver por dias em temperatura ambiente e ser resistente a diversos produtos de limpeza. Por isso, a desinfecção deve ser feita com produtos à base de amônia. Para saber o melhor desinfetante a ser usado, consulte um veterinário.  A prevenção da hepatite infecciosa canina é feita por meio da vacinação. A World Small Animal Veterinary Association (WSAVA) define como vacinas essenciais aquelas que todos os cães devem receber independentemente das circunstâncias ou localização geográfica. Este é o caso da hepatite infecciosa canina, que tem proteção conferida por meio da vacina polivalente para cães (V8 ou V10). A vacina é aplicada em três doses, a partir dos 45 dias de vida do filhote e com intervalo de 30 dias entre as doses.

Por Danielle Lima

Escrevo desde criança, mesma época em que nasceu o amor pela leitura, por cães e pela natureza. Tutora da Tina e do Thor (meus eternos petloves), madrinha oficial do Shrek (novo membro da família) e de outros pets em abrigos.

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