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Leishmaniose canina: sintomas, tratamento e prevenção

Saiba como reconhecer os sinais da doença no seu cão, quais exames são necessários e como o tratamento funciona na prática.

Por Amanda Fernandes -

A leishmaniose canina é uma doença que pode progredir silenciosamente por meses antes de dar qualquer sinal. Causada por um parasita microscópico e transmitida pela picada de um mosquito minúsculo, ela afeta órgãos vitais do cão e, quanto mais cedo for identificada, melhor o resultado do acompanhamento clínico. 

Se você quer entender o que é a doença, como reconhecer os sintomas e o que fazer diante de um diagnóstico positivo, este conteúdo foi feito pra você.

Cachorro com mosquito no olho.

O que é leishmaniose canina

A leishmaniose canina é causada por um parasita chamado Leishmania, que se instala no organismo do cão após a picada da fêmea do flebotomíneo. Esse inseto, popularmente chamado de mosquito-palha ou “birigui”, é muito menor que o pernilongo comum e tem hábitos crepusculares, sendo mais ativo ao anoitecer e ao amanhecer.

Após a picada, o parasita começa a se multiplicar no organismo do pet e pode ficar em período de incubação por meses, ou até anos, sem nenhum sinal visível. Justamente por isso, o acompanhamento preventivo com um médico-veterinário é tão relevante, especialmente em regiões onde a doença é mais frequente.

Como a leishmaniose canina é transmitida

O principal meio de transmissão é a picada do mosquito-palha contaminado. A doença não se transmite pelo contato direto entre cães, nem de cão para humano por toque ou convívio próximo. No entanto, um pet infectado funciona como reservatório do parasita: ao picar esse bichinho, o inseto se contamina e pode levar a infecção para outros cães e, em algumas circunstâncias, para pessoas.

Por isso, o cão com diagnóstico positivo precisa de tratamento e de proteção contra o mosquito, tanto para preservar a própria saúde quanto para reduzir o risco de disseminação no ambiente. 

Leishmaniose canina sintomas: o que observar no seu cão

Identificar a leishmaniose canina pelos sintomas pode ser desafiador, porque os sinais aparecem gradualmente e, no começo, são fáceis de confundir com outras condições. Saber o que analisar faz toda a diferença para agir cedo.

Sinais que costumam aparecer primeiro

No início, o cão pode não demonstrar nenhum sinal claro. Quando os primeiros sintomas surgem, eles tendem a ser:

  • Perda de peso progressiva, mesmo com apetite normal;
  • Descamação da pele, especialmente no focinho, orelhas e ao redor dos olhos;
  • Pelos sem brilho, com aspecto ressecado e opaco;
  • Unhas crescendo de forma exagerada e curvada (condição chamada onicogrifose);
  • Cansaço fácil e menor disposição para brincar.

Sintomas que surgem com a evolução da doença

À medida que a leishmaniose avança, outros sinais se tornam mais evidentes e podem indicar que órgãos internos estão sendo afetados. Fique atento a:

  • Úlceras na pele, especialmente nas juntas, patas e orelhas;
  • Inchaço dos gânglios linfáticos (“caroços” perceptíveis no pescoço, axilas ou virilha);
  • Olhos com secreção, vermelhidão ou pálpebras inchadas;
  • Sangramento espontâneo pelo nariz;
  • Dificuldade para caminhar ou dor ao se movimentar;
  • Barriga dilatada, causada pelo aumento do baço e do fígado.

Qualquer um desses sinais é razão suficiente para levar o pet ao médico-veterinário. Quanto mais cedo o diagnóstico for feito, maiores as chances de controlar a doença com eficácia.

cachorro deitado na cama.

Como é feito o diagnóstico da leishmaniose em cães

O diagnóstico da leishmaniose canina não depende apenas da avaliação clínica. Como os sintomas se parecem com os de outras doenças, o médico-veterinário vai solicitar exames laboratoriais específicos para confirmar a infecção.

Os testes mais utilizados são os sorológicos, que detectam anticorpos contra o parasita no sangue, e o PCR, que identifica o material genético da Leishmania diretamente. Em alguns casos, pode ser necessária ainda uma biópsia de pele ou a análise de material coletado dos gânglios linfáticos.

O método diagnóstico mais adequado varia conforme o quadro clínico de cada cão. Por isso, a avaliação de um médico-veterinário é insubstituível nesse processo.

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Leishmaniose canina tem cura?

A leishmaniose canina não tem cura no sentido de eliminação total do parasita do organismo. O tratamento controla a doença, reduz a carga parasitária e permite que o cão tenha boa qualidade de vida, mas a Leishmania permanece latente no organismo.

Isso significa que o acompanhamento do pet deve ser contínuo, mesmo após a melhora clínica. Cães que recebem o tratamento correto e monitoramento regular podem viver por muitos anos com saúde e bem-estar.

Tratamento da leishmaniose canina: como funciona na prática

O tratamento da leishmaniose canina deve ser sempre prescrito e supervisionado por um médico-veterinário. Cada caso tem suas particularidades, e o protocolo pode variar conforme o estágio da doença e o estado geral do cão.

Geralmente, o tratamento da doença inclui a combinação de medicamentos para inibir a reprodução do parasita no organismo. 

O que o tratamento exige no dia a dia

Para que o protocolo funcione bem, alguns cuidados são fundamentais ao longo de todo o processo. O médico-veterinário vai orientar sobre cada um deles, mas em geral incluem:

  • Consultas periódicas para monitorar a resposta clínica do pet;
  • Exames de sangue e urina regulares, para checar a função dos órgãos;
  • Dieta equilibrada, conforme orientação do profissional responsável;
  • Proteção contra novas picadas do mosquito-palha no ambiente doméstico.

A automedicação, em hipótese alguma, é recomendada. Além de ineficaz, pode agravar o quadro clínico do cão.

Uma dica super interessante para ter um acompanhamento veterinário de qualidade, prático e econômico é contar com um Plano de Saúde Pet. 

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Como prevenir a leishmaniose canina

Prevenir a leishmaniose em cachorro é possível, e várias estratégias, usadas em conjunto, reduzem bastante o risco de infecção. 

Vale destacar que uma das formas de prevenção até 2023 era por meio da vacinação com uma vacina específica para leishmaniose, que foi suspensa pelo MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária). 

Até a postagem deste texto, em maio de 2026, a vacina segue suspensa.

Porém, ainda existem outras maneiras de prevenir o seu pet e a sua família contra a leishmaniose. Veja o que você pode fazer:

Produtos repelentes

Atualmente existem algumas opções de antipulgas com ação repelente contra o mosquito-palha, como, por exemplo:

Lembrando que a melhor escolha para o seu pet deve ser indicada pelo médico-veterinário, que irá avaliar o estado de saúde do seu cão, seu estilo de vida e características únicas.

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Telas finas nas janelas e portas

O mosquito-palha é menor que o pernilongo, então telas convencionais não o bloqueiam completamente. Modelos de malha mais fina são mais eficientes para barrar a entrada do inseto em casa.

Evitar passear nos horários de pico do mosquito

O flebotomíneo é mais ativo entre o anoitecer e o amanhecer. Reduzir passeios longos em áreas de mata ou vegetação densa nesses horários é uma medida simples e eficaz.

Realize exames de rotina

Mesmo sem sintomas, cães que vivem em regiões com maior incidência da doença devem realizar exames periódicos. O diagnóstico precoce muda o desfecho do acompanhamento. 

cachorro deitado na grama.

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FAQ sobre leishmaniose canina

O que é leishmaniose canina?

É uma doença causada pelo parasita Leishmania, transmitida pela picada da fêmea do mosquito-palha (flebotomíneo). O parasita se instala no organismo do cão e pode afetar órgãos como fígado, baço e rins, além da pele do bichinho.

Quais são os principais sintomas da leishmaniose canina?

Os sinais mais frequentes são perda de peso, descamação da pele, pelos sem brilho, unhas crescendo de forma exagerada, úlceras na pele, inchaço dos gânglios e olhos com secreção. Em estágios mais avançados, podem surgir sangramentos pelo nariz e barriga dilatada.

Leishmaniose canina tem cura?

A doença não tem cura definitiva, pois o parasita permanece no organismo mesmo após o tratamento. No entanto, cães tratados corretamente e monitorados com regularidade podem ter uma vida longa com boa qualidade.

Como é feito o tratamento da leishmaniose canina?

O tratamento é prescrito pelo médico-veterinário e costuma envolver o uso de medicamentos. O protocolo varia conforme o estágio da doença, e o acompanhamento com exames periódicos é fundamental durante todo o processo.

Como tratar leishmaniose canina em casa?

Não existe tratamento caseiro para leishmaniose canina. O manejo da doença exige medicamentos específicos com prescrição de um médico-veterinário. Em casa, o tutor contribui garantindo o cumprimento do protocolo indicado pelo profissional, a dieta adequada e a proteção do pet contra novas picadas.

A leishmaniose canina pode afetar humanos?

Sim, é uma zoonose, ou seja, uma doença que pode ser transmitida de pets para humanos. A transmissão, porém, não acontece pelo contato direto com o cão: ela ocorre pela picada do mosquito-palha infectado. Controlar o vetor no ambiente é fundamental para proteger toda a família.

Como prevenir a leishmaniose canina?

As principais formas de prevenção incluem o uso de repelentes indicados pelo médico-veterinário, a instalação de telas finas em janelas e portas, a redução de passeios nos horários de maior atividade do mosquito e a realização de exames periódicos.

A leishmaniose canina é mais comum em quais regiões do Brasil?

A doença tem maior incidência nas regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, especialmente em áreas próximas a vegetação densa e zonas rurais. No entanto, casos já foram registrados em grandes centros urbanos de várias regiões do país.

Por Amanda Fernandes

Sou jornalista, pós-graduanda em Marketing e adoooro falar sobre pets. Sou mãe da gatinha Cristal, do agapornis Alisson e do meu eterno Dachshund (vulgo salsichinha) Scott. Além de pets, curto muito história e uma boa pizza. Desde pequena sou conhecida por amar cães .❤

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