3 motivos para você não segurar seu gato pelo pescoço!
A nossa colunista Isabela Zitti vai te explicar neste post os principais motivos para você nunca pegar o seu gato pelo pescoço.
Durante muito tempo, acreditou-se que a melhor forma de pegar um gato seria o segurando pelo pescoço. Para muitos médicos-veterinários e para os próprios tutores essa era a técnica mais eficaz e menos estressante para os felinos, pois existia uma associação de que era assim que as fêmeas carregavam seus filhotes.
Mas hoje já sabemos que o “scruffing” (termo utilizado para esse tipo de contenção) é extremamente prejudicial e contraindicado para os gatos por vários motivos. Continue a leitura e entenda os motivos para você não segurar o seu gato pelo “cangote”.
Motivos para não pegar o gato pelo pescoço
1- Dor
A região do pescoço do gato é muito sensível, por ali passam nervos, muitos vasos sanguíneos e músculos. A pressão e a força da nossa mão ali podem gerar dor não só nessa região, mas também nos olhos e boca, causando desconforto e até comprometimento de algumas das estruturas citadas acima.
2- Medo e ansiedade
Segurar o gato pelo pescoço pode aumentar a sensação de medo e ansiedade, já que o gato perde o controle da situação e se sente muito vulnerável.
Mas por que ele fica “quietinho” quando segurado pelo pescoço?
Porque na maioria das vezes ele entra em um estado emocional de congelamento, também conhecido como “freezing‘’. Ele fica ali parado e imóvel, de tanto medo.
Isso pode torná-lo posteriormente mais ansioso e até agressivo, prejudicando sua saúde física e emocional.
3- Traumas emocionais
Gatos adultos e filhotes podem criar associações negativas com esse tipo de contenção, gerando traumas emocionais muitas vezes irreversíveis, e até problemas de comportamento futuros.
E qual a melhor maneira de conter um gato?
Quando se fala em contenção para gatos, a regra “menos é mais” é muito válida. Não existe uma fórmula mágica que funcione com todos os gatos, mas algumas técnicas mais atuais já podem ser utilizadas.
- Uso de cobertores e toalhas: enrolar o gato suavemente (fazendo tipo um “wrap“), sem fazer força e segurando delicadamente, pode trazer mais conforto e segurança para o felino. Essa técnica também traz mais segurança para a equipe veterinária e tutores.
- Reforço positivo: um sachê apetitoso ou um petisco fresquinho podem motivar o gato, fazendo com que ele fique mais calmo e aceite o manejo mais gentil.
- Feromônios e musicoterapia: já existem vários artigos comprovando o uso e a eficácia do feromônio facial felino sintético (Feliway Classic) e de músicas próprias para gatos. Essas ferramentas são capazes de diminuir o medo e estresse dos gatos durante os atendimentos veterinários e também em outros procedimentos como corte de unhas e administração de remédios.
Outras dicas
- Gatos são uma presa muito fácil no ambiente, por isso eles precisam sempre ter o controle da situação e do ambiente onde estão.
- Contenções exageradas só irão aumentar o medo, ansiedade e estresse desse gato e, em muitos casos, pode causar agressividade e infelizmente possíveis ataques.
- Se colocar sempre no lugar do gato e se prevenir a possíveis ameaças como cheiros muito fortes no ambiente, barulhos, tráfego intenso de pessoas e outros animais, é a chave para um atendimento menos estressante para o gato.
- Sempre procure por “profissionais amigos do gato“, também conhecidos como Cat Friendly.
O segredo para um manejo de baixo estresse e uma contenção mais amigável é conhecer bem o seu gato e principalmente saber respeitar o tempo e os limites dele.



