Outubro Rosa Pet: castração é indicada para prevenir câncer de mama
O mês rosa nos lembra sobre a importância da luta contra o câncer de mama nas mulheres. Mas sabia que para os pets o assunto também é pra lá de importante? Cerca de 45% das cadelas e 30% das gatas desenvolvem tumores mamários, sendo que 85% apresentam comportamento maligno.
Os dados do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) são preocupantes, já que o tratamento da doença é semelhante ao humano – com retirada do tumor, quimioterapia e mastectomia, dependendo da gravidade, além de um pós-operatório complicado.
Para ajudar na prevenção, uma dica é aproveitar os momentos de carinho para posicionar o animal de barriga para cima e palpar as mamas para verificar se há nódulos ou qualquer alteração no volume na região, fique atento também ao aparecimento de lesões. Em caso de qualquer anormalidade, procure um médico veterinário.
Em geral, animais mais velhos (com cerca de 10 anos de idade) e animais que foram castrados após numerosos cios possuem as maiores incidências de câncer de mama. Machos, de um modo geral, raramente apresentam o problema (apenas 1% dos casos).
Castração pode reduzir o risco em mais de 90%
O Médico Veterinário Wanderson Alves Ferreira, em publicação oficial do CFMV, recomenda: “Castrar é a melhor maneira de prevenir vários males. Isso deve ser feito antes do primeiro cio, por volta dos cinco, seis meses de idade, pois reduz as chances de se desenvolver um tumor de mama para quase zero. Esse tumor pode ser hormônio-dependente, então, ao castrar o animal, as chances de desenvolvimento do tumor de mama diminuem muito”.
Com a castração precoce, uma cadela tem menos de 1% de risco de desenvolver tumores de mama; já em gatas, o risco é reduzido em 91%. A castração também evita outros males – “Em cadelas idosas é muito comum a infecção uterina, chamada piometra. A castração evita também esses problemas futuros”, explica Ferreira.
Se seu pet fica muito agitado ou agressivo e você não consegue fazer o exame de toque, então é ainda mais importante levá-lo com frequência ao médico veterinário, principalmente, quando o animal tem fatores de riscos como histórico familiar e castração tardia. Falta de apetite, dores, odor desagradável, vômitos e apatia também podem ser sinal da doença.


