Principais doenças que os gatos apresentam no inverno

Você pertence àquele grupo de pais ou mães de gato que basta o tempo mudar um pouquinho para encher a caminha dele de cobertores, e ainda tentar colocar uma roupinha nele (e, claro, que o bichano teima em não deixar -_-)?

Se, sim, parabéns! Sua preocupação em oferecer alternativas para o peludinho se manter aquecido é muito importante para protegê-lo do frio e também das doenças mais comuns no inverno – mesmo que algumas pessoas achem um tantinho exagerado suas medidas de proteção. 

Lembre-se que não deixar o bichinho passar frio é apenas umas das preocupações que você precisa ter. Uma alimentação de qualidade aliada a uma vida ativa – com direito a brincadeiras – e uma caderneta de vacinação em dia, são essenciais para completar esse time campeão em prevenção.

Em caso de tosses, espirros, febre ou qualquer outro tipo de mal-estar, a prioridade é solicitar ajuda a um médico veterinário para que ele ajude a cuidar do seu filho de quatro patas, ok? Veja algumas doenças felinas típicas do inverno:

Rinotraqueíte

Mais comum entre os gatos que vivem aglomerados, como em albergues e centros de doação, o vírus da rinotraqueíte é um herpesvírus tipo 1, conhecido com o FHV-1.

Mas não é porque você o seu gato não vive na companhia de outro animal que ele está totalmente fora de perigo. Evite ao máximo que ele fique exposto a uma área onde outros gatos (do vizinho ou da rua) possam circular, como o portão de casa, por exemplo, pois um rápido “focinho com focinho” ou uma lambida podem ser suficientes para a “gripe felina” se espalhar e causar problemas respiratórios mais sérios ao pet.

A doença pode ser prevenida por meio da vacina polivalente tríplice quádrupla ou quíntupla, que pode ter a primeira dose administrada a partir de oito semanas de vida. Depois, um reforço anual deve ser realizado para manter a proteção sempre em dia.

Gato-inverno-Petlove

Asma felina

Ver um gato passar por uma crise asmática é uma das situações mais aflitantes que existe. Isso porque a doença atinge os brônquios, impedindo-os de levar o ar da traqueia até aos pulmões.

A asma é mais comum entre os animais mais jovens a os de meia idade, sem predileção sexual ou racial, ainda que os siameses mereça uma atenção especial. Não deixe de fazer as consultas preventivas e fique muito atento a sinais como esforço incomum para respirar, perda de peso, hipertermia e tosses.

Pneumonia

Você já deve fazer uma boa ideia dos males que essa doença famosa entre os humanos pode causar. 

Entre os felinos, a preocupação deve ser a mesma, já que a inflamação nos pulmões se não cuidada rapidamente pode levar o bichinho a óbito. A pneumonia pode ocorrer por diferentes causas: infecciosa, bacteriana, viral, fúngicas e parasitárias, por exemplo. E, infelizmente, gatos de todas as raças e idade estão sujeitos à doença.

Uma dica prática que ajuda na prevenção é recolher as fezes do seu peludinho com frequência para evitar a transmissão de parasitas com potencial de causar alterações respiratórias. Outra recomendação é conversar com o médico veterinário para que periodicamente seja feito um hemograma completo e também radiografias torácicas do seu companheiro.

Dores articulares

Não é só o sistema respiratório do seu bichano que precisa de mais atenção no inverno. Com a sensibilidade mais aflorada, as dores articulares são casos mais frequentes também nessa época do ano.

Por isso, fique atento ao comportamento do animal para notar qualquer indicativo de desconforto. Caso ele já tenha um histórico de artrite, por exemplo, siga as orientações médicas à risca e cuide para que a casa fique sempre numa temperatura agradável (cuidado com os golpes de vento).

Animais idosos precisam de atenção redobrada, pois sofrem ainda mais. Fique de olho na alimentação, não permitindo que o animal ganhe peso, já que os quilinhos a mais exigirão esforço maior das articulações. Seu pet gosta de pular da cama ou do sofá? Que tal oferecer uma rampinha para ele circular com mais facilidade – mas nada de improvisar, pois uma estrutura instável pode levar o bichinho a um acidente muito perigoso.

Dificuldade na movimentação, dores, choros, lambidas excessivas e deformidades nos membros (mesmo que pequenas)  são indicativos que o seu pet precisa de ajuda médica para voltar a ter uma vida mais ativa e feliz.

Sobre o autor

Anderson Mafra

Anderson Mafra

Jornalista apaixonado por animais, comunicação, música e não perde um concurso cultural (na verdade já perdeu vários). Curioso de mão cheia, quer saber sempre mais e compartilhar conteúdo, dicas e curiosidades do mundo pet. É um petlover assumido, sem chance de reabilitação.

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