Royal canin lança nova ração contra a obesidade
Indicação:
Alimento coadjuvante seco indicado para cães, com o objetivo de auxiliar no controle de peso, proporcionando maior sensação de saciedade devido a uma fórmula única com alta quantidade de fibras e proteínas.
A saciedade pode ser entendida como o estado de satisfação do apetite ou ausência de sinais de fome. A saciedade possui dois mecanismos importantes:
Químico: Correlaciona-se ao tipo de nutrientes que compõe o alimento. Pesquisas científicas demonstram que alimentos com altos teores de fibras e proteínas determinam maior sensação de saciedade em cães.
Físico: Correlaciona-se à estímulos mecânicos provocados pelo volume e conteúdo ingerido. Pesquisas científicas demosntram que alimentos ricos em fibras (entre 12 e 21%) não adicionam calorias à dieta e estimulam mecanismos físicos de saciedade em cães.
A obesidade é a doença endócrina e nutricional, de ocorrência mundial, mais comum em cães e gatos, e com incidência crescente. É caracterizada pelo excesso de peso e gordura corporal, que podem causar diversos efeitos negativos para a saúde e reduzir a expectativa de vida dos animais de estimação. Os fatores que causam a obesidade são variados, e podem ocorrer simultaneamente.
Por isso a obesidade é considerada uma doença multifatorial. Algumas raças, a castração, o envelhecimento, o sedentarismo, algumas doenças endócrinas e o uso contínuo de alguns medicamentos (como determinados tipos de antiepiléticos, anticoncepcionais e corticóides) são fatores que predispõem à obesidade.
Entretanto, independente da presença destes ou outros fatores, a obesidade é sempre o resultado de um desequilíbrio entre o consumo e o gasto energético, ou seja, o animal consome mais energia do que gasta, gerando. Uma condição de balanço energético positivo e acúmulo de gorduras no tecido adiposo. Isto pode acontecer quando utilizamos alimentos inadequados (ex: animais adultos que comem alimentos destinados à animais em crescimento), permitimos o consumo ad libitum (à vontade) ou oferecemos petiscos calóricos e sobras de alimentos caseiros.
Por ser uma doença, a obesidade deve ser tratada. E se por um lado, a obesidade resulta de um estado de “balanço energético positivo”, uma forma de auxiliar o tratamento é determinar um “balanço energético negativo”, ou seja, fazer com que a ingestão calórica seja menor que os gastos do animal. Desta forma, o animal mobilizará suas reserva energética (gordura corporal) para compensar o déficit dietético e suprir suas necessidades.
Para que um programa de emagrecimento tenha sucesso, é necessário que exista um planejamento e acompanhamento constante por um médico veterinário, que, durante todo este período, fará a avaliação nutricional do paciente. Este monitoramento é essencial para avaliar se a perda de peso está ocorrendo conforme o planejado e realizar intervenções necessárias para garantir o emagrecimento saudável: perda de peso com redução das gorduras corporais, poupando a musculatura.
É importante ressaltar que o sucesso do tratamento está intimamente relacionado com o comprometimento do proprietário e com o uso de um alimento adequado. Reduzir a quantidade do alimento convencional ou substituí-lo por um alimento light não é indicado. O médico veterinário deve indicar o uso de um alimento coadjuvante ao tratamento da obesidade (formulado com os objetivos de limitar o consumo de energia sem causar deficiências em nutrientes essencias e promover a saciedade), a quantidade de alimento/dia e o número de refeições que o paciente deve receber.



Li em algum lugar, não lembro onde, que esta ração não deve ser administrada em cães com problemas no fígado. Procede?