Tumores em gatos idosos
Ô palavrinha pra fazer a gente tremer nas bases toda vez que ouve alguém falar, principalmente se esse “alguém” for um médico veterinário. Mas, vamos lá, precisamos falar sobre tumores (bate na madeira) em gatos idosos!
Calma, pra começar, eu trago um pouco de alívio pra você: sabia que tumor e câncer não são sinônimos? Pois é, veja só a explicação do Lucas Hashimoto, médico veterinário do nosso suporte especializado em saúde e bem-estar exclusivo para os Assinantes Petlove.
“Tumor e câncer, embora possam estar relacionados, têm significados diferentes. O tumor significa um aumento de volume, que pode ser observado em qualquer região do corpo e, quando ele ocorre por um crescimento numérico de células, recebe o nome de neoplasia. As neoplasias, por sua vez, podem ser classificadas como benignas ou malignas (câncer)”, conta o médico veterinário.
Até aí, tudo bem com a explicação? Então, vamos seguir: “Neoplasias benignas possuem um crescimento mais delimitado, de certa forma organizado, lento, sem infiltrações ou invasões às estruturas vizinhas ou metástases. Já com as neoplasias malignas, a história é bem diferente: elas são pouco delimitadas, podem invadir os tecidos e as estruturas vizinhas e possuem um crescimento mais rápido, agressivo e desorganizado. Ou seja, é um câncer”, finaliza Hashimoto.
Colocando tudo numa frase só fica assim: o tumor (neoplasia) só é um câncer quando ele é caracterizado como maligno.
Tipos mais comuns de tumores em gatos idosos
As probabilidades e incidências podem variar bastante de raça para raça, portanto, vale sempre aquela velha máxima de manter a prevenção do seu felino doméstico em dia para evitar qualquer tipo de surpresa desagradável.
Assim como no nosso caso, os tumores em gatos idosos representam menos perigo quando descobertos precocemente. Por isso, não deixe de marcar uma consulta com o médico veterinário a cada seis meses – ou na frequência que ele recomendar.
“Entre os tumores mais comuns encontrados em gatos idosos, podemos citar os hemolinfáticos (ex.: linfomas), os de pele e anexos (ex.: carcinoma de células escamosas), de glândula mamária (carcinoma mamário) e do sistema reprodutor (ex.: tumores venéreos transmissíveis). O diagnóstico precoce é importantíssimo para melhor prognóstico e avaliação dos fatores que predispõem tumores e cânceres, portanto, é fundamental que seja sempre mantido o acompanhamento do pet pelo médico veterinário”, diz Hashimoto.
Então já sabe, né? Cuide bem da dieta e da hidratação do seu filho de quatro patas, ofereça a ele uma vida com exercícios físicos, brincadeiras, muito carinho e, periodicamente, peça ajuda profissional para garantir que o seu pet, mesmo velhinho, esteja com a saúde de um garoto!


