Vacinação de cachorro: tire suas dúvidas

Vacinar os pets é super importante mas gera muitos questionamentos. Por isso, preparamos um guia com as principais dúvidas sobre o assunto!
Quando nasce, o filhote recebe do leite materno uma importante carga de anticorpos prontos. É isso que vai resguardar a saúde dele nos primeiros dias de vida. Mas essa ajuda da mãe não dura para sempre. Com o passar das semanas, os anticorpos vão desaparecendo e ele fica exposto aos micro-organismos. A melhor maneira de manter a proteção é com a vacinação.
Como funciona a vacina?
Antes de mais nada, é importante que você entenda para que servem as vacinas. Produzidas a partir de bactérias ou vírus atenuados, são um método de imunização bastante seguro. Elas têm como função induzir o organismo a produzir sua própria defesa (anticorpos) e cada uma tem um período de ação. Os efeitos colaterais da vacina para cachorro existem, mas são raros. Os mais frequentes são febre, edema na região onde foi aplicada e sensação de desânimo.
No Brasil, não existe um calendário oficial de vacinação. O protocolo mais usado começa aos 45 dias de vida, com a vacina múltipla canina (geralmente V8 ou V10), seguida de 3 a 4 doses a cada 4 semanas. Já a vacina antirrábica é feita em dose única no 4º mês de vida. Mas essa programação pode variar. Cabe apenas ao médico veterinário recomendar qual o momento ideal da vacinação e contra quais doenças o animal deve ser imunizado.
A vacina múltipla e a da raiva devem ter reforço anual durante toda a vida do cão. Inclusive, empresas de aviação e de ônibus só aceitam transportar animais que estão em dia com a carteirinha de vacinação. Apesar disso, entidades internacionais, como a WSAVA (Associação Veterinária Mundial de Pequenos Animais), já publicaram recomendações mais modernas quanto ao período de duração das vacinas.
Tem problema atrasar a vacina do cachorro?
Você já deve ter se perguntado: tem problema atrasar a vacina do cachorro? A resposta é SIM. Isso porque a imunização completa deve ser feita dentro do período recomendado.
Caso as vacinas estejam atrasadas, procure imediatamente o médico veterinário de sua confiança. É preciso estar atento aos riscos, pois deixar a vacinação de lado deixa o pet vulnerável a doenças graves e fatais.
Toda vacina é obrigatória?
Por incrível que pareça, não existe legislação que obrigue as pessoas a vacinarem seus cachorros. De toda forma, para a própria segurança e saúde dos pets, recomendamos que você só aceite hospedar animais que estejam devidamente vacinados.
As vacinas são divididas em dois grupos, de acordo com a importância da recomendação: essenciais (recomendadas) e não essenciais (opcionais).
- Essenciais (recomendadas): devem ser dadas para evitar doenças que podem ser fatais e doenças zoonóticas (que podem ser transmitidas para humanos). Como por exemplo a parvovirose, cinomose e raiva.
A vacina V8 protege contra a cinomose, parvovirose, adenovirose tipo 2, parainfluenza, hepatite infecciosa canina, coronavirose e dois tipos de leptospira (bactéria causadora da leptospirose). Já a V10 engloba todas da V8 e mais dois tipos de leptospira.
A vacina contra a raiva é chamada antirrábica e é comumente oferecida em campanhas municipais no Brasil. A raiva é uma zoonose e possui uma rápida evolução, podendo ser fatal.
- Não essenciais: importantes apenas para um grupo de cães. Sua indicação é avaliada pelo médico veterinário, de acordo com o risco de exposição e também pelo estilo de vida.
As principais são a Leishmaniose (ela pode ser essencial em determinadas regiões e em certas condições), além da Giárdia e da Tosse dos canis. Esta última doença é altamente contagiosa e causada por um complexo de bactérias (Bordetella bronchiseptica) e vírus, mas não é considerada grave — em geral, os animais se recuperam em até 15 dias. É transmitida pelas gotículas eliminadas na tosse e no espirro dos cães contaminados. Por isso, é muito indicada para animais que frequentam creches e hospedagens.
A vacina contra a giárdia é utilizada para prevenção: diminuição de cistos e consequentemente diminuição da contaminação do ambiente, o que significa diminuição da possibilidade de infectar novos animais ou reinfecção naqueles que já estiveram doentes. Caso mesmo vacinado o animal contraia a doença, apresentará sintomas mais brandos.
A carteirinha de vacinação é obrigatória?
Hoje a plataforma não pede para os clientes a comprovação de vacinas. Mas você, herói, pode (e deve) solicitar a carteirinha de vacinação do pet para checar quais vacinas ele já tomou e a regularidade delas. Solicitar essa documentação é opcional, mas é muito importante que você e o cliente conversem sobre isso para garantir a segurança de todos os pets e humanos.
Seus hóspedes e pets residentes, obrigatoriamente, devem estar vacinados com a V8 ou a V10 e com a vacina antirrábica. Outras duas vacinas importantes para seus hóspedes, uma vez que possivelmente terão contato com outros cãezinhos, são as vacinas: Tosse dos canis e Giárdia.
E se eu aceitar cuidar de um pet NÃO vacinado?
Cuidar de um pet não vacinado te deixa exposto a muitos riscos, e não somente a você, mas seus pets (caso tenha) e outros pets que possa cuidar simultaneamente. É sempre uma escolha sua e trabalhamos para te orientar. Por isso, seguem alguns pontos que devem ser considerados:
- Um pet não vacinado com as vacinas obrigatórias e não obrigatórias, pode estar vulnerável a contrair doenças;
- Se isso ocorrer, a Garantia Veterinária NÃO COBRE doenças que são prevenidas por vacinação (veja aqui os Termos de Uso);
- Em casos de hospedagens ou creches simultâneas, a atenção com as vacinas deve ser maior.
- Em caso de filhotes, se estiver somente com algumas doses ou nenhuma, ele não estará totalmente protegido e corre grande risco de contrair alguma doença se tiver acesso à rua ou contato com outros cães não vacinados.
Tenha em mente que a PREVENÇÃO é sempre mais fácil e mais rápida do que lidar com uma eventual doença. Vacina é sinônimo de proteção para todos. Por isso, mantenha os seus pets com as vacinas em dia e pense bastante antes de aceitar um pet não vacinado.
Lembre-se: caso você possua pets, é de sua responsabilidade manter a vacinação deles em dia para evitarmos o contágio dos hóspedes e mantermos todos os pets protegidos.