A vacinação anti-rábica

A raiva, também conhecida como hidrofobia, é uma doença determinada por um agente viral, que é um RNA-vírus, da família Rhabdoviridae e do Gênero Lyssavirus, e acomete todas as espécies de mamíferos, inclusive o homem. A ocorrência dessa doença em humanos, no ambiente urbano, é ligada a animais de estimação, como cães e gatos, e a morcegos que vivem em “abrigos”, entre prédios ou parques. No meio rural, animais de rebanho também podem ser acometidos, por isso, também recebem vacinação.

A vacinação anti-rábica

A Vacinação Anti-Rábica

A doença mais antiga já catalogada pela humanidade é, justamente, a raiva. Existem registros, inclusive, no Antigo Egito, bem como na região da Mesopotâmia e também na Grécia Antiga. Foi descrita pelo filósofo Aristóteles (384-322 a.C), que associou a transmissão da doença à mordida. Na época ela era associada a fenômenos sobrenaturais, devido ao comportamento do animal ou da pessoa acometida.

Sua principal forma de transmissão é através da saliva, por mordeduras, lambidas, ou outros, mas existem outros meios de transmissão extremamente raros, porém catalogados, como por aleitamento, via transplacentária e através de transplante de córnea.  O vírus ataca o sistema nervoso, primeiro os nervos periféricos, depois o sistema nervoso central. Os animais acometidos apresentam mudanças de comportamento, ficam agitados, nervosos (daí a denominação raiva) e apresentam dificuldades de locomoção e de abrir e fechar a boca. Consequentemente, ficam irritados por não conseguir beber água ( origem do termo “hidrofobia” pelo qual a doença também é conhecida. Com um grande destaque, apesar de alguns relatos de cura, ainda é considerada uma enfermidade incurável.

Sempre que houver a suspeita de que um animal esteja contaminado, o mesmo deverá ser posto em observação e manuseado, com cuidado, por profissionais capacitados. Como é uma doença aguda, se o animal realmente estiver doente vem a falecer em, no máximo, 10 dias. É importante que se colete material para fazer exames sorológicos. Após o óbito, é necessário retirar parte do cérebro do animal, para testes mais específicos. E, devido a gravidade dessa doença, os humanos que são mordidos devem ser encaminhados para atendimento médico imediato.

A primeira forma de prevenção por meio de vacinas foi desenvolvida por Louis Pasteur (1822 – 1895), em 1884, mas apenas alguns anos mais tarde, com o desenvolvimento da ciência, se entendeu que tal agente contaminador era um vírus. Atualmente, o governo brasileiro fornece anualmente a vacina contra a raiva animal urbana, em que se utiliza a vacina Fuenzalida e Palacius modificada, que é injetável.  Ao levar o animal para vacinação na campanha, é importante que sejam utilizadas coleiras e focinheiras, a fim de se evitar qualquer acidente entre o aplicador e o pet.

Sobre o autor

Bruno Oliveira

Deixe um comentário