Alzheimer: cachorros e gatos também podem ter?

Muita gente que tem um pet idoso em casa acredita que ele esteja desenvolvendo alzheimer. Assim como acontece com os humanos, com o chegar da idade, é esperado que hajam mudanças de comportamento, lapsos de memória e outras questões até então incomuns na vida do animal e sua família.

Enquanto cachorros mais velhos podem andar sem parar por horas, caminhar em círculos de forma insistente, fazer suas necessidade em lugares errados e parecerem meio perdidos até mesmo dentro de casa, gatos tendem a miar bem alto e com mais frequência, podem parar de usar a caixa de areia e também demonstrar não saber exatamente onde estão.

Verdade é que a velhice chega para todos e a intensidade com que esses sinais aparecem varia de indivíduo para indivíduo. Na medicina veterinária, não dizemos que o pet tem Alzheimer, mas sim uma síndrome da disfunção cognitiva, o que na prática, é muito similar à forma como os humanos com Alzheimer ficam.

O que é a síndrome da disfunção cognitiva/ Alzheimer dos pets?

Assim como no Alzheimer, a síndrome da disfunção cognitiva acontece pelo envelhecimento dos neurônios e do funcionamento do cérebro, em geral. É claro que envelhecer faz parte da vida, mas isso não precisa ser um problema para ninguém. Da mesma maneira como é feito com os seres humanos, o ideal é que seu pet sempre tenha estímulos novos, especialmente mentais, para evitar que os sinais da síndrome sejam tão gritantes e às vezes tão sofridos para o cachorro ou gato e até para sua família.

Durante toda a vida do animal, o estimule com brincadeiras e brinquedos interativos. É bem importante também que ele vivencie diversas experiências positivas ao longo dos anos. Sinais de degeneração costumam aparecer perto dos 10 anos de idade. No início, eles ficam com o olhar perdido e podem ter dificuldades para resolver problemas simples, como passar por um móvel que sempre esteve no mesmo local e nunca foi visto como uma barreira pet pet.

É mais comum que os sinais em cães sejam mais evidentes, mas é sempre fundamental estarmos também atentos aos nossos gatos, que costumam ser mais silenciosos quando algo não vai bem.

Consulte um médico veterinário caso seu peludo já apresente alguma das alterações citadas, pois o problema tende a evoluir. Medicamentos e antioxidantes podem ajudar a retardar a progressão da disfunção cognitiva.

Sobre o autor

Jade Petronilho

Jade Petronilho

É jornalista por formação e comportamentalista veterinária por paixão. Desde criança é a "louca dos bichos", por isso resolveu estudar medicina veterinária, etologia e nutrição animal, mas ainda pretende, um dia, fazer zootecnia. Atualmente tem dois cachorros, quatro gatos e 11 peixes, mas além de cães, gatos e peixes, também já foi tutora de um coelho, três periquitos, dois porcos da índia, dois pintinhos e três cabritos. Hoje, é Coordenadora de Conteúdo Veterinário da Petlove.

3 Comentários

  • Quando meu mestiço morreu de câncer, e ainda ficou cego, foi sem dúvida um sentimento de perca muito grande. O Astolfo era muito meu amigo, ainda lembro de quando ele me tocava com as patas e seguia pela minha voz.

    • Oi, Maria de Lourdes! Sinto muito por ter perdido seu amigo, mas quando eles ficam assim, realmente é difícil pra gente, pois em muitos casos eles mudam bastante de comportamento, a ponto de quase não mais se parecerem com o pet que conhecemos ao longo dos anos… Tenho certeza que o seu teve uma linda vida ao seu lado. <3 Um abraço

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