Meu cachorro deve ser medicado para problemas comportamentais?

A nossa preocupação dobra de tamanho a cada matéria publicada que envolva o uso de medicamentos em cães. O texto é lido e relido diversas vezes antes de ir ao ar e a mão chega a tremer antes de finalmente clicar no botão “publicar” 😆. 

Tamanho cuidado é justificado pelo nosso desejo em passar informações 100% corretas e também que cada leitor entenda claramente o que está sendo recomendado, afinal, é a saúde dos pets que está em jogo.

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Então, para ser bem direto e zeloso no assunto medicação em casos de problemas comportamentais em cachorros, a resposta é sim, pode haver necessidade de contar com a ajuda de algum medicamento, mas lembrando que somente o médico veterinário está habilitado para tal decisão.

Muitas vezes o remédio não é uma opção

Quantos amigos já te disseram que após uma consulta com o seu pet foram orientados a usar um medicamento para tratar um problema de comportamento do cão? Aposto que são raríssimos os casos.

Isso acontece porque mesmo os problemas mais graves, como automutilação e agressividade excessiva, podem ser resolvidos em grande parte das vezes sem ajuda medicamentosa. Readaptação da rotina, enriquecimento ambiental e ajuda especializada – profissionais que estudam comportamento canino – costumam apresentar excelentes resultados e pôr fim à indisciplina dos cachorros.

Claro, alguns medicamentos psicoativos, elaborados à base de feromônios ou ervas, estão no mercado para ajudar no tratamento e podem ser indicados por médicos veterinários. Mas saiba que sempre serão vistos como aliados e não como a solução definitiva do problema, afinal, a melhora comportamental dos cães passa necessariamente por uma adaptação na rotina do pet.

Como as pílulas geralmente não são as primeiras opções de tratamento, os florais surgem como rota alternativa e estão ganhando cada vez mais adeptos. As gotinhas ou glóbulos contam com essências 100% naturais e não têm contraindicações, diferentemente dos medicamentos. 

Há fórmulas cada vez mais específicas, desde aquelas que auxiliam no combate aos latidos excessivos, coprogagia e hiperatividade, até aos casos de depressão e que podem ser oferecidas aos cães tranquilamente.

Mantenha as consultas de rotina em dia e peça sempre ajuda do médico veterinário para tratar as questões comportamentais do seu cachorro. Com ou sem uso de remédios, o mais importante é que o seu filho de quatro patas possa ter uma vida feliz e tranquila.

Sobre o autor

Anderson Mafra

Anderson Mafra

Jornalista apaixonado por animais, comunicação, música e não perde um concurso cultural (na verdade já perdeu vários). Curioso de mão cheia, quer saber sempre mais e compartilhar conteúdo, dicas e curiosidades do mundo pet. É um petlover assumido, sem chance de reabilitação.

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